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Talvez a impossibilidade de descrever as belezas da vida com precisão fez com que compositores como Richard Strauss, Debussy, Deliu...

nova zelandia queenstown kare kare
Talvez a impossibilidade de descrever as belezas da vida com precisão fez com que compositores como Richard Strauss, Debussy, Delius e Ravel transcrevessem para a música o que anteviam perante os olhos, a alma e o coração. Ou por concluírem que as palavras são insuficientes para transmitir com merecida fidelidade as emoções que emanavam de sua refinada sensibilidade.

Foi exatamente essa a dificuldade que sentimos ao decolar de Queenstown — sem dúvida alguma, para alguns, a mais bela cidade do mundo — em escrever alguma coisa que se aproxime de tão belas paisagens.

Podemos até despertar certo ciúme naqueles que consideram outros países mais bonitos do que a Nova Zelândia. Mas confessamos que é difícil encontrar, em alguma de nossas lembranças de viagens, experiências tão deslumbrantes como nas três oportunidades que tivemos de colocar os pés nesta ilha isolada do mundo, entre o Pacífico e o Mar da Tasmânia.

Nossa curiosidade pela Nova Zelândia se iniciou através do que deste país paradisíaco se fala mundialmente: Primeiro lugar na lista dos lugares menos corruptos do mundo, um dos mais elevados índices de qualidade de vida e de maior respeito à Natureza.

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Povoada pelos polinésios, há centenas de anos, a Nova Zelândia foi "descoberta" por um holandês, chamado Abel Tasman, e, mais tarde, colonizada pelos britânicos, que lá aportaram com o navegador James Cook. Em seguida, nossa curiosidade se consagrou como desejo, quando indagamos a duas amigas historiadoras que eram autênticas globe-trotters, paraibanas das mais viajadas pelo mundo afora, qual era o país mais belo visitado por elas até então. Sem titubear,
a resposta veio rápida, igualmente de ambas: "A Nova Zelândia"! Mais tarde, perguntando a outro amigo, um alemão idem viajante frequente e conhecedor dos cinco continentes, a resposta foi idêntica: A Nova Zelândia. Daí, para a curiosidade passar a desejo e, finalmente, à realidade foi bem rápido, e, em 2008, rumamos à Oceania pela primeira vez.

As impressões trazidas foram tão preciosas que se mantiveram na ala carinhosa das melhores lembranças de nossa memória. E eis que, cinco anos mais tarde, estávamos novamente pelas terras dos Maoris - tribo nativa que veio da Polinésia e lá se firmou em uma grande comunidade. Felizmente, a colonização pelos ingleses se deu em bases, de certo modo, mais amigáveis do que em outros exemplos coloniais, com acordos bilaterais proveitosos, e o resultado é o que se vê no dia-a-dia: harmonia e direitos preservados com respeito às origens e ao agraciado habitat deste belo país.


Passados oito anos, lá estamos de volta àquela verdadeira "Ilha da Fantasia". Viajar para lá é uma aventura multifacetada. Primeiro, pela enorme distância que se percorre dutante 22 horas de voo no total. A opção via Chile é a mais curta, saindo de João Pessoa. São três horas para São Paulo, de São Paulo para Santiago mais cinco, e, de Santiago para Auckland, o destino final e a maior cidade do país, somem-se quatorze. Entretanto, apesar do longo percurso, é um sacrifício que indubitavelmente nos traz inúmeros e prazerosos benefícios. O primeiro, é preciso lembrar, foi poder constatar a sinceridade do que disseram simultaneamente os citados amigos. “A Nova Zelândia é o país mais bonito do planeta”. Ainda que, cá entre nós, possa ser equiparado à Suíça, Islândia e Noruega. Eis uma difícil escolha.

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Ilha Sul, Nova Zelândia
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carlosromero.com.br

A diversidade de paisagens, que mudam a cada 50 quilômetros, da água para o vinho, ou melhor, dos mares para os lagos, de montanhas para geleiras, de cascatas para gêiseres, é uma das coisas que mais encantam. Qualidade de vida, nem se fala. Serviços públicos impecáveis, trânsito que flui sereno e educado, pouca densidade demográfica e uma noção de cidadania intrinsecamente agregada ao espírito das pessoas, sempre amáveis e sorridentes.

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Ilha Sul, Nova Zelândia
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carlosromero.com.br

Acredito que o melhor de todas as coisas que lá podemos desfrutar foi a intensa sensação de proximidade com a natureza em seu estado praticamente original. Talvez pelas condições primitivas e intocadas em que se encontram suas florestas e praias como, por exemplo, Kare-Kare, na qual estivemos 3 vezes, sempre com impactante sensação mística de sagrada reverência por aquele mágico lugar de areias negras, montanhas imensas e um mar tão selvagem e exuberante como seria qualquer impressão que se pudesse ter de um retrato de Deus.


A emoção lá sentida possui aspectos que transcendem o deslumbramento visual experimentado ao ver cidades onde a beleza da monumentalidade arquitetônica se exalta acima da paisagem natural. Conquanto exultemos, apaixonados, diante de grandes e históricas edificações projetadas pelo ser humano, o ensimesmamento diante das exuberantes cordilheiras, geleiras, florestas, lagos e cascatas neozelandesas, que permanecem intactas, é imensamente superior.

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Lago Ianthe, West Coast, Nova Zelândiacarlosromero.com.br

É encantador constatarmos que ali a humanidade soube se organizar com bem dosados princípios de justiça, respeito mútuo e cuidado com o meio ambiente. Sem o luxo típico do acúmulo e dos exageros do consumo, e sem a distribuição extremamente desigual dos bens a si concedidos.

Lá, como muito bem disse o cronista Carlos Romero, "o único excesso é o da beleza".

Quem escreve o faz por prazer, por dever, por necessidade de compartilhar sentimentos. Ninguém escreve só para si. Talvez nenhum art...

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Quem escreve o faz por prazer, por dever, por necessidade de compartilhar sentimentos. Ninguém escreve só para si. Talvez nenhum artista, poeta, músico, componha apenas para as estrelas. Bom seria se elas ouvissem. Quem sabe...

No mural de alguém no Facebook, certa vez surpreendemo-nos com uma postagem em que o autor relatava sobre uma “maldita colheita” de...

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No mural de alguém no Facebook, certa vez surpreendemo-nos com uma postagem em que o autor relatava sobre uma “maldita colheita” de objetos plásticos jogados na beira-mar. No respectivo texto ele dizia que “a coleta havia sido feita na manhã de uma sexta-feira, em faixa de areia da bela praia do Cabo Branco com aproximadamente 200 metros de extensão, por dois de largura”. “Coletei quase 40 objetos de até 10 centímetros

É sempre uma grata surpresa quando nos deparamos com certas pessoas que espontaneamente esboçam um sorriso para nos cumprimentar com um...

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É sempre uma grata surpresa quando nos deparamos com certas pessoas que espontaneamente esboçam um sorriso para nos cumprimentar com um “bom dia”, um “boa tarde”, pelos caminhos desta vida em que a indiferença cresce com o tamanho das cidades. Curiosamente, nas pequenas urbes, interioranas, as pessoas ainda se cortejam nos encontros descomprometidos, sobretudo ao acaso, não raro em saudações com semblante irradiado de bom humor.

À noite, jogavam pedras pela janela, que quebravam a vidraça da sala onde aconteciam as reuniões mediúnicas, assustando e perturband...

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À noite, jogavam pedras pela janela, que quebravam a vidraça da sala onde aconteciam as reuniões mediúnicas, assustando e perturbando os pioneiros do movimento espírita paraibano.

Faz tempo que estou para escrever sobre Solha … Vira e mexe, e não chega a hora. Talvez porque já se escreveu tanto sobre ele, que não ...

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Faz tempo que estou para escrever sobre Solha… Vira e mexe, e não chega a hora. Talvez porque já se escreveu tanto sobre ele, que não há mais o que dizer. E vem o receio de ser repetitivo, de falar algo que possa soar clichê, de não expressar novidade alguma. Mas que culpa teria, ou terei se há quase unanimidade sobre o que ele provoca no leitor?

Numa chuva como esta é comum que alguém se sinta um pouquinho entristecido. Pois costuma se dizer que do frio possa vir o que cha...

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Numa chuva como esta é comum que alguém se sinta um pouquinho entristecido. Pois costuma se dizer que do frio possa vir o que chamam depressão. Em verdade, convenhamos, há uma certa nostalgia neste céu que lacrimeja, a tudo umedece e aos poetas enternece.

Tudo começou à época em que eremitas viviam em um monte chamado de “Tumba”, banhado e abraçado pelas marés cheias, quando se tornava...

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Tudo começou à época em que eremitas viviam em um monte chamado de “Tumba”, banhado e abraçado pelas marés cheias, quando se tornava uma ilha, e lá ergueram duas capelas dedicadas aos mártires cristãos Santo Estêvão e São Symphorien.

Sob função primordial de vigilância e segurança, a Arquitetura Militar se destaca em eminentes exemplos pelo mundo. Da Idade Média, ...

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Sob função primordial de vigilância e segurança, a Arquitetura Militar se destaca em eminentes exemplos pelo mundo. Da Idade Média, período em que este estilo se destacou com mais força em magníficos castelos, régias torres e monumentais muralhas, chamadas de “remparts”, aos dias de hoje, como se verificou na restauração e repaginação da arquitetura do quase milenar Castelo de Breda, na Holanda, durante o século passado.

A música de Scriabin decola resolutamente e embarca em um vôo desenfreado através das vastas extensões do Universo. Enquanto a harm...

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A música de Scriabin decola resolutamente e embarca em um vôo desenfreado através das vastas extensões do Universo. Enquanto a harmonia tradicional está em consonância com a alma humana, a linguagem musical de Scriabin nos revela os movimentos da Alma Cósmica.
Roman Martynov, compositor e pianista russo

A zona campestre da Bretanha tem charme muito especial. Casinhas de pedra, cercadas de canteiros e jardins, dispostas em ruas sinuosa...

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A zona campestre da Bretanha tem charme muito especial. Casinhas de pedra, cercadas de canteiros e jardins, dispostas em ruas sinuosas, entremeadas aqui e acolá por bosques frondosos, formam paisagens cativantes que devem ser usufruídas com calma, seja de carro, de bicicleta, ou mesmo caminhando sem pressa.

As “Opera Houses” construídas pelo mundo afora não só servem para abrigar os refinados espetáculos do gênero, que são obras de arte em...

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As “Opera Houses” construídas pelo mundo afora não só servem para abrigar os refinados espetáculos do gênero, que são obras de arte em que a música sinfônica, o canto lírico, a dança, o drama, a literatura e o cenário se fundem na mais completa expressão artística já concebida pela humanidade: a ópera. Elas também consolidan a arte de projetar monumentais edificações que se erguem em seu nome, e terminam por se tornar, em muitos países, suas maiores atrações turísticas.

O ambiente das aeronaves em voos, sobretudo internacionais, tem seu lado gozado e pitoresco. Não tão cômico aos que sofrem com medo de ...

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O ambiente das aeronaves em voos, sobretudo internacionais, tem seu lado gozado e pitoresco. Não tão cômico aos que sofrem com medo de avião, para quem uma viagem dessas costuma ser sempre um suplício. Mas, nos trajetos de longa distância há situações bem curiosas.

O arquiteto Clodoaldo Gouveia, capixaba de Vitória, nosso avô materno, pontuou grandiosamente a paisagem urbana da Paraíba com talento,...

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O arquiteto Clodoaldo Gouveia, capixaba de Vitória, nosso avô materno, pontuou grandiosamente a paisagem urbana da Paraíba com talento, ousadia e arquitetura moderna, nacionalmente aplaudida até os dias de hoje.

Nunca me canso de cultivar reflexões acerca das maravilhas desse mundo, tão pequenino diante da infinitude cósmica, quanto imenso peran...

Nunca me canso de cultivar reflexões acerca das maravilhas desse mundo, tão pequenino diante da infinitude cósmica, quanto imenso perante o universo microscópico, ainda mais espantoso. Imagino que se aqui na Terra nos foi permitida inteligência humana capaz de criar uma música como a Nona Sinfonia de Beethoven ou o Adagio da Gran Partita de Mozart, o que se pode esperar do além mundo? Maravilhas ainda mais extraordinárias, evidentemente.

Ao luar, ao Lago de Como, à beira do Danúbio, foram tantas as cenas e paisagens que inspiraram grandes músicos... Harmonias da noite,...

Ao luar, ao Lago de Como, à beira do Danúbio, foram tantas as cenas e paisagens que inspiraram grandes músicos... Harmonias da noite, prelúdios de gotas d’água em chuva de colcheias às janelas de Maiorca, barcarolas, ave-marias, réquiens e canções de ninar, noturnos, quanta coisa bonita!

A reflexão interior nos conduziu, há algum tempo, para uma grande piedade na hora de jogar a semente de uma fruta no lixo. Imaginar ...

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A reflexão interior nos conduziu, há algum tempo, para uma grande piedade na hora de jogar a semente de uma fruta no lixo. Imaginar o fenômeno que há ali dentro, a energia vital capaz de fazer brotar um novo ser, pronto para se reproduzir em terra fértil, tornou-nos, destarte, cuidadosos com seu destino, na medida do possível.

O mau cheiro contrastava-se com a beleza da manhã, aumentando à medida que o Sol se elevava. Percebemos assim que abrimos as janelas pa...

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O mau cheiro contrastava-se com a beleza da manhã, aumentando à medida que o Sol se elevava. Percebemos assim que abrimos as janelas para que o dia nos trouxesse notícias da alvorada, do mundo lá fora e canalizasse as energias de uma nova manhã, presentes nas brisas que sopram do mar.

Refletir sobre como os arquitetos e urbanistas estão se preparando para atender às crescentes exigências de um mundo cuja população ...

Refletir sobre como os arquitetos e urbanistas estão se preparando para atender às crescentes exigências de um mundo cuja população está vivendo mais tempo tem sido uma preocupação atual e oportuna.

Antes de tudo, falemos um pouco de Marineuma de Oliveira, nascida em Campina Grande, mas que viveu a infância e a juventude na cidade d...

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Antes de tudo, falemos um pouco de Marineuma de Oliveira, nascida em Campina Grande, mas que viveu a infância e a juventude na cidade de Pocinhos (PB), em meio a uma família de músicos e ativistas culturais. Reside em João Pessoa desde os anos 80, é educadora, poetisa, doutora em Linguística e professora aposentada da Universidade Federal da Paraíba. Admiradora da literatura e da poesia, é idealizadora e coordenadora do Poética Evocare (palavra cantada e ritmada), grupo que promove performances artísticas em escolas, eventos culturais, acadêmicos, buscando despertar o gosto pela leitura por meio de um diálogo interdisciplinar.