“Contra o silêncio e o ruído invento a Palavra, liberdade que se inventa e me inventa a cada dia.” Octavio Paz Deitei a toalha br...

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“Contra o silêncio e o ruído invento a Palavra, liberdade que se inventa e me inventa a cada dia.” Octavio Paz
Deitei a toalha branca. Levantei a bandeira. Corpo a corpo reclamei os horizontes tão vislumbrados, mas tão pouco alcançados. É o cúmulo do descompasso ir na contramão de si mesmo, um exercício para que tudo seja reparado. E aqui estou a ancorar numa identidade sem forma, com sensação de mea culpa por fraquejar no autoconhecimento.

"Quando eu era moleca, uma vez meu pai chegou em casa com a cara assustada. Naquele tempo não tínhamos a imediatez de hoje. Nem...

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"Quando eu era moleca, uma vez meu pai chegou em casa com a cara assustada. Naquele tempo não tínhamos a imediatez de hoje. Nem a sincronicidade dos fatos. Menos ainda imagens. Não tínhamos fotos. Qual o susto do meu pai? Soube que a sobrinha Rose, uma ruivinha da pesada e cheia de sardas, tinha desaparecido de casa e, pequenina que era, todos enlouqueceram. Qual a surpresa? A linda pimentinha estava escondida no telhado. Sem violino, para, quem sabe, ver o mundo de cima. Outra perspectiva. Horizontes
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perdidos. Que, com certeza, mulher feita, viu de perto, mundos e mundos. Correr é preciso. E Rose também corre. E toma vinho. E viaja. E se formou com os unguentos. E continua com os cabelos vermelhos. Uma graça atávica no temperamento. É sarcástica. Engraçada. Leve. Irônica. Tem savoir faire. E uma legião de amigos. E eu, sua prima, a quem chama de Aninha! E eu gosto!

Havia descido do ônibus no bairro onde moro, com exemplar do jornal A União na mão. Aguardando para atravessar a rua, um carro para ...

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Havia descido do ônibus no bairro onde moro, com exemplar do jornal A União na mão. Aguardando para atravessar a rua, um carro para ao meu lado. Tomo um susto. O motorista baixa o vidro da porta e, de supetão, pergunta onde eu tinha comprado o jornal. Logo respondi, indicando os locais onde são comercializados jornais e revistas.

Como estão teus relacionamentos com as pessoas que te são caras? Estás realmente valorizando o que recebes? Ou acreditas que quem se...

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Como estão teus relacionamentos com as pessoas que te são caras? Estás realmente valorizando o que recebes? Ou acreditas que quem se dedica, se preocupa, se desdobra para estar presente não faz mais do que obrigação por ter tua amizade?

Em mais uma dessas reportagens sobre hábitos de vida, leio que a maioria dos brasileiros é de sedentários. São raros os que fazem exer...

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Em mais uma dessas reportagens sobre hábitos de vida, leio que a maioria dos brasileiros é de sedentários. São raros os que fazem exercícios físicos e pouquíssimos aqueles que, pelo menos, gostam de andar a pé.

Há uma idade em que começamos a perceber que algumas discussões não valem o esforço. Não porque deixamos de ter opinião, mas porque ...

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Há uma idade em que começamos a perceber que algumas discussões não valem o esforço. Não porque deixamos de ter opinião, mas porque descobrimos que a paz pode ser mais valiosa do que a vitória, e para ser feliz, nem sempre é preciso ter razão Durante muito tempo, confundimos felicidade com razão, e queremos provar que estávamos certos. Explicar novamente, mostrar os fatos,

Existe uma potência avassaladora em releituras. Quando voltamos a uma obra que moldou o imaginário popular, o risco de encontrar um ...

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Existe uma potência avassaladora em releituras. Quando voltamos a uma obra que moldou o imaginário popular, o risco de encontrar um texto datado é gigantesco, mas A Vida em Flor de Dona Beja, romance histórico impecável do mineiro Agripa Vasconcelos, desafia a ação do tempo com a força de um soco no estômago. Reorganizar as páginas desta narrativa não é apenas resgatar a trajetória da mitológica Ana Jacinta de São José na Araxá do século XIX; é encarar

Ele foi um homem da paz. Um manso, no melhor sentido da palavra, que é o das bem-aventuranças cristãs. Um humilde de coração, apto, po...

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Ele foi um homem da paz. Um manso, no melhor sentido da palavra, que é o das bem-aventuranças cristãs. Um humilde de coração, apto, portanto, a herdar o reino da terra. Assim foi desde sempre, e mais ainda quando, já maduro, abraçou de vez a fé católica ao ingressar na Ordem dos Carmelitas, da qual se tornou destacado membro.

A antiga tradição grega personificava a “Oportunidade”, Kairós, como um jovem veloz, com uma grande mecha de cabelos na testa e a par...

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A antiga tradição grega personificava a “Oportunidade”, Kairós, como um jovem veloz, com uma grande mecha de cabelos na testa e a parte de trás da cabeça calva. A ideia era simples: quando a oportunidade vem, é preciso agarrá-la pelos cabelos, porque, depois que ela passa, não há como segurá-la pela parte careca da cabeça. Daí nasceu a expressão “agarrar a oportunidade pelos cabelos”, isto é, reconhecer o momento certo e aproveitá-lo antes que desapareça.

A poesia de Santino Gomes de Matos, tal como a essência de uma flor exala seu aroma, desse modo se corporifica no espaço, e a bris...

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A poesia de Santino Gomes de Matos, tal como a essência de uma flor exala seu aroma, desse modo se corporifica no espaço, e a brisa alegremente vai anunciando sua presença. Sua poesia se revela lírica, posto que traduz, com nuances e profundidades, o sentimento humano, abrindo veredas para a consciência, que, cheia de mistério, almeja, por natureza, conhecer.

"Quando eu tinha seis anos, o meu pai, Tutmés I, levantou-me para me sentar a seu lado no seu trono de Amón. Ele disse: ‘Flor d...

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"Quando eu tinha seis anos, o meu pai, Tutmés I, levantou-me para me sentar a seu lado no seu trono de Amón. Ele disse: ‘Flor do Egito, serás uma governante’.

Levou-me consigo na sua barca real pelo Nilo abaixo até Mênfis, até Sakkara, até Gizé, para ver o meu reino. Ele disse aos camponeses e nobres que se aglomeravam nos degraus à beira da água: ‘Esta é a minha filha, a deusa Hatshepsut, que será coroada com a coroa do Alto e do Baixo Egito quando se tornar mulher’.

Com muita honra e alegria, participarei do livro "Protagonismo Feminino – Trajetórias e Memórias de Jornalistas na Paraíba"...

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Com muita honra e alegria, participarei do livro "Protagonismo Feminino – Trajetórias e Memórias de Jornalistas na Paraíba", atendendo ao honroso convite do colega-amigo, jornalista-historiador Josélio Carneiro, idealizador e organizador da obra.

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O lançamento está previsto para o próximo mês de novembro, no Centro Cultural Ariano Suassuna (bairro de Jaguaribe).

Com apresentação da jornalista Ane Cristine Silva (Brasília), o livro terá o selo da Editora Letras e Versos. Integram a obra 36 profissionais paraibanas e de outros estados, aqui radicadas, oriundas de várias gerações e atuantes em diversos segmentos (jornal, rádio, televisão e assessorias de imprensa).

Rematando o café, abro o jornal, o mesmo jornal que chegava pelos Correios (3 exemplares diários) para a Biblioteca Dr. Zamenhof, de A...

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Rematando o café, abro o jornal, o mesmo jornal que chegava pelos Correios (3 exemplares diários) para a Biblioteca Dr. Zamenhof, de Alagoa Nova, em 1948, ano em que, com a morte de meu pai, deixei o Pio XI de Campina Grande sem deixar o hábito solitário da leitura. O atraso dos Correios não chegava a mais de três dias, o que não impedia de se aguardar com interesse a sua chegada, mesmo que o rádio antecipasse o noticiário, além da vantagem das transmissões esportivas ao vivo. O papel principal do jornal impresso, como continua sendo hoje, era confirmar ou corrigir o que informava a instantaneidade do rádio. O rádio ouvíamos no picolé anexo à padaria do grande e gordo José Floro, até hoje um modelo de homem bom dos que não perderam seu lugar no grato recesso de minha memória.

Poucas frases da psicologia sobreviveram ao tempo com tanta força quanto a escrita por Erich Fromm (1900-1980) em A Arte de Amar , d...

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Poucas frases da psicologia sobreviveram ao tempo com tanta força quanto a escrita por Erich Fromm (1900-1980) em A Arte de Amar, de 1956: "O amor imaturo diz: amo você porque preciso de você. O amor maduro diz: preciso de você porque amo você." A inversão de apenas duas palavras altera completamente o sentido da relação amorosa e revela uma das questões mais delicadas da vida afetiva. Deveras amamos alguém? Ou queremos, "precisamos" preencher um vazio? (Você estranhou a palavra "deveras"?

Uma reflexão filosófica e histórica sobre a espiritualidade, a memória e a permanência do homem Há encontros que não acontecem neces...

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Uma reflexão filosófica e histórica sobre a espiritualidade, a memória e a permanência do homem
Há encontros que não acontecem necessariamente diante de uma mesa, numa sala, numa praça ou numa conversa entre duas pessoas. Há encontros que se realizam no território mais silencioso da existência: o encontro de uma consciência com outra através da palavra, do livro, da memória e das ideias. É nesse sentido que compreendo minha relação com o Dr. Carlos Romero e com o Espiritismo.

Da Série: Deixemos Homero falar – Parte VI Os poemas homéricos, como tantos outros em civilizações várias, nasceram da oralidade e...

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Da Série: Deixemos Homero falar – Parte VI
Os poemas homéricos, como tantos outros em civilizações várias, nasceram da oralidade e nela permaneceram por dois séculos. Nasceram num mundo cujo momento histórico é designado como arcaico, não por ser velho ou por ser obsoleto, mas pelo fato de que era um mundo do princípio, da origem, significado do termo arqué (ἀρχή), em grego. A época arcaica, a que se refere a História, diz respeito ao início da escrita alfabética, que se criou, no mundo ocidental, com o empréstimo do alfabeto fenício pelos gregos, ao qual foram acrescentadas as vogais, de modo a permitir uma prolação mais suave e melódica, em oposição a uma prolação predominantemente ríspida e gutural.

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