Já começo dizendo que ando com vontade de matar o Moacir, Sempre fui homem da paz, da boa convivência, e essas histórias de resolver a...

pet animais
Já começo dizendo que ando com vontade de matar o Moacir, Sempre fui homem da paz, da boa convivência, e essas histórias de resolver as coisas no tapa ou no chumbo não é da minha praia. Fujo de uma encrenca como o diabo foge da cruz. Mas tenho meus limites, e como dizem, se eu me esparramar fica difícil juntar depois. Moacir esparramou a minha raiva e agora não consegue juntar os cacos. Estou por aqui com ele.

Sou contemporâneo do ontem; moderno do amanhã. Atemporalizado pela pressa, articulado pelo desejo. Parte da mudança está em mim e n...

seresta violino musica
Sou contemporâneo do ontem; moderno do amanhã. Atemporalizado pela pressa, articulado pelo desejo. Parte da mudança está em mim e não devo tomar a outra face como sendo minha. Sei que o autoconhecimento demanda já tanto de mim. Deverei me aturar até o esgotamento, utilizando mecanismos de defesa: sublimação, subterfúgios para que não me destrua antes de insistir nesse processo de (re)construção diária.

As cidades do Brejo paraibano vivem um clima de efervescência cultural e visitações turísticas. Em qualquer época do ano, é possível d...

turismo cultural religioso paraiba
As cidades do Brejo paraibano vivem um clima de efervescência cultural e visitações turísticas. Em qualquer época do ano, é possível desfrutar das riquezas naturais, do aconchego do frio e do abraço de seus habitantes.

Enxergar as pessoas como elas realmente são, não como gostaríamos que fossem No começo, tudo é bruma. Sinto que a paixão tem esse p...

surf hawaii autenticidade
Enxergar as pessoas como elas realmente são, não como gostaríamos que fossem
No começo, tudo é bruma. Sinto que a paixão tem esse poder de borrar os contornos, de transformar qualquer detalhe em algo encantador. Confesso até que, algumas vezes, amei mais a imagem que construí da pessoa que estava na minha frente. Mas com o tempo, essa névoa vai se dissipando. A convivência do dia a dia vai apagando talvez aquele brilho inicial. Aí chega aquele momento que ou começamos a ver quem ela é de verdade, ou continuamos nos enganando,

Boa parte do que o texto significa não se mostra explicitamente. Quando escrevemos deixamos implícitas algumas informações, e cabe ao...

pressupostos  subentendidos  linguagem  interpretacao  argumentacao  subjetivismo
Boa parte do que o texto significa não se mostra explicitamente. Quando escrevemos deixamos implícitas algumas informações, e cabe ao leitor completar as lacunas. Os implícitos são basicamente de dois tipos: pressupostos e subentendidos.

Tiramos uma foto , olhamos para ela por alguns segundos, damos zoom, olhamos de novo. Na verdade, é uma foto perfeitamente normal, ma...

psicologia comportamento fotografia
Tiramos uma foto, olhamos para ela por alguns segundos, damos zoom, olhamos de novo. Na verdade, é uma foto perfeitamente normal, mas ainda assim não a publicamos. Talvez porque não nos reconheçamos nela, ou talvez porque nos reconheçamos demais. Há uma estranha distância entre a imagem que vemos de nós mesmos e aquela que queremos, ou imaginamos, que os outros verão.

Ler O Corcunda de Notre-Dame hoje é como encostar o rosto num espelho antigo, daqueles que já viram gerações passarem, mas que ainda ...

quasimodo  esmeralda  frollo  exclusao  humanidade  intolerancia victor hugo
Ler O Corcunda de Notre-Dame hoje é como encostar o rosto num espelho antigo, daqueles que já viram gerações passarem, mas que ainda devolvem a nossa imagem com uma honestidade que chega a doer. Victor Hugo não escreveu apenas sobre uma Paris distante, medieval, feita de pedras frias e sinos barulhentos. Ele escreveu sobre o que teima em persistir dentro de nós, mesmo quando juramos que já evoluímos. É por isso que essa leitura incomoda tanto. Ela nos reconhece por dentro antes mesmo que a gente perceba o impacto.

Assisti pelo Youtube à homenagem oficial que o governo francês prestou ao pensador Edgar Morin , recentemente falecido aos 104 ano...

franca edgarmorin homenagem cultura civilizacao cerimonial
Assisti pelo Youtube à homenagem oficial que o governo francês prestou ao pensador Edgar Morin, recentemente falecido aos 104 anos. Foram honras de Estado, com toda a pompa e a circunstância pertinentes. As mais importantes autoridades presentes, inclusive o presidente da República, que fez emocionado discurso. Também um ex-presidente e alguns ex-primeiros-ministros, sem falar nos intelectuais de peso. A cerimônia aconteceu no Hôtel des Invalides, local muito próprio para eventos desses porte e significado. Sentia-se que ali estava a França reverenciando um de seus filhos mais ilustres, verdadeiro patrimônio nacional.

“Ó rios de minha vida: os que cruzei sem ter visto e os que fluem, com mais tinta, no pélago das retinas de quem agora os recria! Não...

rio tigre eufrates sumerios mesopotamia
“Ó rios de minha vida: os que cruzei sem ter visto e os que fluem, com mais tinta, no pélago das retinas de quem agora os recria! Não vi o Eufrates e o Tigre, ou o esfíngico Nilo, esse que corre por Biblos e se derrama em estrias às bordas de Alexandria.” Ivan Junqueira in O Rio / O outro lado, 2002

A deflagração da revolta armada de 1930 começou entre os dias 3 e 4 de outubro, nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Para...

revolucao 1930 vargas princesa eitel santiago historia paraiba
A deflagração da revolta armada de 1930 começou entre os dias 3 e 4 de outubro, nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba. Espalhou-se pelo País e ocorreram combates entre revoltosos e legalistas, resultando em mortes e ferimentos de centenas de pessoas. Somente arrefeceram as lutas após a deposição de Washington Luís Pereira de Sousa da Presidência da República, no dia 24 daquele mês de outubro.

Tenho um amigo que acredita ter descoberto a fórmula da paz universal. Não está nos tratados diplomáticos, nem nas religiões, nem no...

amizade convivencia distancia liberdade equilibrio solidao
Tenho um amigo que acredita ter descoberto a fórmula da paz universal. Não está nos tratados diplomáticos, nem nas religiões, nem nos livros de autoajuda vendidos em aeroportos. É muito mais simples: não fique perto demais das pessoas.

O “Bispo de Hipona”, conhecido como “Santo Agostinho”, diante da embaraçosa série de semelhanças entre o que prega “Jesus” no Evangel...

waldemar jose solha poesia paraiba obras da terra
O “Bispo de Hipona”, conhecido como “Santo Agostinho”, diante da embaraçosa série de semelhanças entre o que prega “Jesus” no Evangelho e o que o velho “Sócrates” prega – quatrocentos anos antes – na obra de “Platão”, diz que o grego fora mais um profeta da Salvação. Na verdade, com o devido deságio, o que houve foi plágio.

A fêmea, na acepção científica que a antropóloga Fátima Quintas descreve em “A Civilização do Açúcar”, coletânea de estudos com o selo...

cachaca paraiba acucar franceses indigenas engenho
A fêmea, na acepção científica que a antropóloga Fátima Quintas descreve em “A Civilização do Açúcar”, coletânea de estudos com o selo da Fundação Gilberto Freyre, mais me convence da intuição de um velho cronista biriteiro sobre a origem da cachaça. O modo como a
cachaca paraiba acucar franceses indigenas engenho
escritora anima a nossa cunhã luzidia, de cabelos sempre molhados, deslumbrada com o garanhão aportado de longas viagens salgadas, afogueado de todas as hiperestesias do trópico, me faz acreditar no “cajual da sodomia” em que demora a História da Paraíba, do velho Horácio de Almeida, noticiando os festins da indiada no seu veraneio primitivo.

A estrada era longa e tortuosa. Fazia frio, e o vento gelado invadia-lhe as narinas, congelando seus pulmões. Mas ele seguia lúcido, p...

amor travessia rio tronco autoconhecimento fluidez
A estrada era longa e tortuosa. Fazia frio, e o vento gelado invadia-lhe as narinas, congelando seus pulmões. Mas ele seguia lúcido, pois, no final, haveria a promessa de encontrar o amor.

Atravessou trilhas cheias de ribanceiras e até adentrou numa planície cheia de canaviais. Ali, a lama cobria-lhe até as canelas, e a chã molhada salpicava suas costas de estalactites de barro, costas afora.

Sou minha própria paisagem; Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só, Não sei sentir-me onde estou. (...) Fernando Pessoa...

fernando pessoa heteronimos
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
(...) Fernando Pessoa. Não sei quantas almas tenho
A visita à Casa/Museu Fernando Pessoa me levou a reler livros de poemas de Fernando Pessoa e a consultar livros teóricos e de crítica literária sobre esse poeta múltiplo. Um deles foi Para compreender Fernando Pessoa, de Amélia Pinto Pais, professora e estudiosa da obra do poeta português.

A obra A Doutrina Espírita como filosofia teogônica, de Bezerra de Menezes , ocupa um lugar singular dentro da tradição filosófico-esp...

bezerra espiritismo teogonia transcendencia consciencia metafisica
A obra A Doutrina Espírita como filosofia teogônica, de Bezerra de Menezes, ocupa um lugar singular dentro da tradição filosófico-espiritual brasileira. Não se trata apenas de um texto apologético do Espiritismo, nem tampouco de um tratado metafísico convencional. O livro ergue-se como uma tentativa audaciosa de reconciliar razão, transcendência e destino humano numa arquitetura teogônica — isto é, numa reflexão sobre a origem divina da consciência e da existência.
bezerra espiritismo teogonia transcendencia consciencia metafisica
Bezerra não escreve como um teólogo dogmático, mas como um homem dividido entre ciência, filosofia e fé. Seu texto pulsa exatamente nessa tensão.

Postagens mais visitadas