Sempre senti uma vontade genuína de construir relações de verdade. Em um mundo onde o ódio e o rancor ganham espaço com tanta fac...

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Sempre senti uma vontade genuína de construir relações de verdade. Em um mundo onde o ódio e o rancor ganham espaço com tanta facilidade, o que eu busco é bem mais simples: conversas honestas, interações sem máscaras e a liberdade de ser quem eu sou, sem a obrigação de agradar a todo mundo ou me encaixar nas expectativas dos outros.

O Cenário Santana, um bairro na Zona Norte de São José dos Campos. Foi onde ocorreu o fato que vou relatar. Comecemos por minha casa...

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O Cenário
Santana, um bairro na Zona Norte de São José dos Campos. Foi onde ocorreu o fato que vou relatar. Comecemos por minha casa. Ficava na Av. Princesa Isabel, 1610. Vamos agora à barbearia do senhor Cincinato, que já ficava um pouquinho mais ao norte. De casa até lá, não mais que 1,5 km. Localizada na Monteiro Lobato, rua que desembocava na Paróquia de Sant’Ana, atravessando a Rui Barbosa, essa, a via principal que conectava o centro da cidade à Ponte Velha do Rio Paraíba.

... queremos um mundo colorido, onde haja sempre espaço para o vermelho, o azul, o amarelo, o verde, o cinza... Edison Borba , Apre...

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... queremos um mundo colorido, onde haja sempre espaço para o vermelho, o azul, o amarelo, o verde, o cinza... Edison Borba, Apresentação dos 40 anos da publicação do livro Flicts
Há livros que nos cativam pela beleza do texto, outros pela ilustração; existem aqueles que se caracterizam pela ousadia do projeto gráfico; quando escritores e artistas plásticos conseguem reunir esses três elementos, o leitor se sente recompensado. Ler livros bons e bonitos ainda é um dos maiores prazeres para os amantes da literatura.

“Contra o silêncio e o ruído invento a Palavra, liberdade que se inventa e me inventa a cada dia.” Octavio Paz Deitei a toalha br...

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“Contra o silêncio e o ruído invento a Palavra, liberdade que se inventa e me inventa a cada dia.” Octavio Paz
Deitei a toalha branca. Levantei a bandeira. Corpo a corpo reclamei os horizontes tão vislumbrados, mas tão pouco alcançados. É o cúmulo do descompasso ir na contramão de si mesmo, um exercício para que tudo seja reparado. E aqui estou a ancorar numa identidade sem forma, com sensação de mea culpa por fraquejar no autoconhecimento.

"Quando eu era moleca, uma vez meu pai chegou em casa com a cara assustada. Naquele tempo não tínhamos a imediatez de hoje. Nem...

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"Quando eu era moleca, uma vez meu pai chegou em casa com a cara assustada. Naquele tempo não tínhamos a imediatez de hoje. Nem a sincronicidade dos fatos. Menos ainda imagens. Não tínhamos fotos. Qual o susto do meu pai? Soube que a sobrinha Rose, uma ruivinha da pesada e cheia de sardas, tinha desaparecido de casa e, pequenina que era, todos enlouqueceram. Qual a surpresa? A linda pimentinha estava escondida no telhado. Sem violino, para, quem sabe, ver o mundo de cima. Outra perspectiva. Horizontes
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perdidos. Que, com certeza, mulher feita, viu de perto, mundos e mundos. Correr é preciso. E Rose também corre. E toma vinho. E viaja. E se formou com os unguentos. E continua com os cabelos vermelhos. Uma graça atávica no temperamento. É sarcástica. Engraçada. Leve. Irônica. Tem savoir faire. E uma legião de amigos. E eu, sua prima, a quem chama de Aninha! E eu gosto!

Havia descido do ônibus no bairro onde moro, com exemplar do jornal A União na mão. Aguardando para atravessar a rua, um carro para ...

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Havia descido do ônibus no bairro onde moro, com exemplar do jornal A União na mão. Aguardando para atravessar a rua, um carro para ao meu lado. Tomo um susto. O motorista baixa o vidro da porta e, de supetão, pergunta onde eu tinha comprado o jornal. Logo respondi, indicando os locais onde são comercializados jornais e revistas.

Como estão teus relacionamentos com as pessoas que te são caras? Estás realmente valorizando o que recebes? Ou acreditas que quem se...

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Como estão teus relacionamentos com as pessoas que te são caras? Estás realmente valorizando o que recebes? Ou acreditas que quem se dedica, se preocupa, se desdobra para estar presente não faz mais do que obrigação por ter tua amizade?

Em mais uma dessas reportagens sobre hábitos de vida, leio que a maioria dos brasileiros é de sedentários. São raros os que fazem exer...

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Em mais uma dessas reportagens sobre hábitos de vida, leio que a maioria dos brasileiros é de sedentários. São raros os que fazem exercícios físicos e pouquíssimos aqueles que, pelo menos, gostam de andar a pé.

Há uma idade em que começamos a perceber que algumas discussões não valem o esforço. Não porque deixamos de ter opinião, mas porque ...

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Há uma idade em que começamos a perceber que algumas discussões não valem o esforço. Não porque deixamos de ter opinião, mas porque descobrimos que a paz pode ser mais valiosa do que a vitória, e para ser feliz, nem sempre é preciso ter razão Durante muito tempo, confundimos felicidade com razão, e queremos provar que estávamos certos. Explicar novamente, mostrar os fatos,

Existe uma potência avassaladora em releituras. Quando voltamos a uma obra que moldou o imaginário popular, o risco de encontrar um ...

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Existe uma potência avassaladora em releituras. Quando voltamos a uma obra que moldou o imaginário popular, o risco de encontrar um texto datado é gigantesco, mas A Vida em Flor de Dona Beja, romance histórico impecável do mineiro Agripa Vasconcelos, desafia a ação do tempo com a força de um soco no estômago. Reorganizar as páginas desta narrativa não é apenas resgatar a trajetória da mitológica Ana Jacinta de São José na Araxá do século XIX; é encarar

Ele foi um homem da paz. Um manso, no melhor sentido da palavra, que é o das bem-aventuranças cristãs. Um humilde de coração, apto, po...

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Ele foi um homem da paz. Um manso, no melhor sentido da palavra, que é o das bem-aventuranças cristãs. Um humilde de coração, apto, portanto, a herdar o reino da terra. Assim foi desde sempre, e mais ainda quando, já maduro, abraçou de vez a fé católica ao ingressar na Ordem dos Carmelitas, da qual se tornou destacado membro.

A antiga tradição grega personificava a “Oportunidade”, Kairós, como um jovem veloz, com uma grande mecha de cabelos na testa e a par...

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A antiga tradição grega personificava a “Oportunidade”, Kairós, como um jovem veloz, com uma grande mecha de cabelos na testa e a parte de trás da cabeça calva. A ideia era simples: quando a oportunidade vem, é preciso agarrá-la pelos cabelos, porque, depois que ela passa, não há como segurá-la pela parte careca da cabeça. Daí nasceu a expressão “agarrar a oportunidade pelos cabelos”, isto é, reconhecer o momento certo e aproveitá-lo antes que desapareça.

A poesia de Santino Gomes de Matos, tal como a essência de uma flor exala seu aroma, desse modo se corporifica no espaço, e a bris...

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A poesia de Santino Gomes de Matos, tal como a essência de uma flor exala seu aroma, desse modo se corporifica no espaço, e a brisa alegremente vai anunciando sua presença. Sua poesia se revela lírica, posto que traduz, com nuances e profundidades, o sentimento humano, abrindo veredas para a consciência, que, cheia de mistério, almeja, por natureza, conhecer.

"Quando eu tinha seis anos, o meu pai, Tutmés I, levantou-me para me sentar a seu lado no seu trono de Amón. Ele disse: ‘Flor d...

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"Quando eu tinha seis anos, o meu pai, Tutmés I, levantou-me para me sentar a seu lado no seu trono de Amón. Ele disse: ‘Flor do Egito, serás uma governante’.

Levou-me consigo na sua barca real pelo Nilo abaixo até Mênfis, até Sakkara, até Gizé, para ver o meu reino. Ele disse aos camponeses e nobres que se aglomeravam nos degraus à beira da água: ‘Esta é a minha filha, a deusa Hatshepsut, que será coroada com a coroa do Alto e do Baixo Egito quando se tornar mulher’.

Com muita honra e alegria, participarei do livro "Protagonismo Feminino – Trajetórias e Memórias de Jornalistas na Paraíba"...

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Com muita honra e alegria, participarei do livro "Protagonismo Feminino – Trajetórias e Memórias de Jornalistas na Paraíba", atendendo ao honroso convite do colega-amigo, jornalista-historiador Josélio Carneiro, idealizador e organizador da obra.

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O lançamento está previsto para o próximo mês de novembro, no Centro Cultural Ariano Suassuna (bairro de Jaguaribe).

Com apresentação da jornalista Ane Cristine Silva (Brasília), o livro terá o selo da Editora Letras e Versos. Integram a obra 36 profissionais paraibanas e de outros estados, aqui radicadas, oriundas de várias gerações e atuantes em diversos segmentos (jornal, rádio, televisão e assessorias de imprensa).

Rematando o café, abro o jornal, o mesmo jornal que chegava pelos Correios (3 exemplares diários) para a Biblioteca Dr. Zamenhof, de A...

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Rematando o café, abro o jornal, o mesmo jornal que chegava pelos Correios (3 exemplares diários) para a Biblioteca Dr. Zamenhof, de Alagoa Nova, em 1948, ano em que, com a morte de meu pai, deixei o Pio XI de Campina Grande sem deixar o hábito solitário da leitura. O atraso dos Correios não chegava a mais de três dias, o que não impedia de se aguardar com interesse a sua chegada, mesmo que o rádio antecipasse o noticiário, além da vantagem das transmissões esportivas ao vivo. O papel principal do jornal impresso, como continua sendo hoje, era confirmar ou corrigir o que informava a instantaneidade do rádio. O rádio ouvíamos no picolé anexo à padaria do grande e gordo José Floro, até hoje um modelo de homem bom dos que não perderam seu lugar no grato recesso de minha memória.

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