23.5.26
Uma travessia entre razão, memória e espiritualidade Em Meu Encontro com Kardec , o escritor paraibano Carlos Romero constrói ...
Uma travessia entre razão, memória e espiritualidade
Em Meu Encontro com Kardec, o escritor paraibano
Carlos Romero constrói uma narrativa memorialista e reflexiva na qual o encontro com a obra de
Allan Kardec ultrapassa o mero interesse doutrinário e transforma-se numa experiência existencial. O texto não se limita a apresentar uma adesão intelectual ao espiritismo; ele revela, sobretudo, a lenta metamorfose interior de um homem diante do mistério da vida, da morte e da permanência da consciência humana.
23.5.26
23.5.26
Mimo não era fácil. Arredio, desconfiado, de cara amarrada, com a boca para baixo, característica comum dos gatos da sua raça, o persa...
Mimo não era fácil. Arredio, desconfiado, de cara amarrada, com a boca para baixo, característica comum dos gatos da sua raça, o persa. Quando chegava gente em nossa casa, se escondia ou se afastava, para ficar olhando a distância, de preferência embaixo da mesa, recanto em que ele se considerava protegido.
23.5.26
22.5.26
Se um carioca lhe chamar de Paraíba, estará repetindo o paulista que trata todos os nordestinos como baianos. É o mesmo ranço demons...
Se um carioca lhe chamar de Paraíba, estará repetindo o paulista que trata todos os nordestinos como baianos. É o mesmo ranço demonstrado por Ed Motta numa cena que viralizou.
22.5.26
22.5.26
A Canga, filme de curta-metragem, é, antes de tudo, a narrativa de W. J. Solha ; o escritor, o homem, o ator e o artista se confron...
A Canga, filme de curta-metragem, é, antes de tudo, a narrativa de
W. J. Solha; o escritor, o homem, o ator e o artista se confrontam e se completam. Solha encontrou nesse filme uma síntese rara: a do criador que, ao mesmo tempo, se reconhece criatura.
22.5.26
22.5.26
Até que enfim , ele se aproximava do ponto final. A cartinha à amiga, ao cabo da enésima tentativa, havia tomado o jeito certo de conta...
Até que enfim, ele se aproximava do ponto final. A cartinha à amiga, ao cabo da enésima tentativa, havia tomado o jeito certo de contar da paixão que o afligia, arrebentava-lhe o peito, tirava-lhe o juízo. Perdera a conta das folhas de papel rasgadas a cada início da confissão que o fazia tremer dos pés à cabeça. Decidira, finalmente: não solicitaria a retribuição, não pediria para ser amado. Não se culparia por haver transformado o início de uma amizade sincera, despretensiosa, em amor desesperançoso e sofrido, pouco a pouco, passo a passo.
22.5.26
21.5.26
HOJE E SEMPRE Sou um caso de despertecimento, e não me dei conta até hoje. E não foi por desconhecer a sombra, ou o pecado existe...
HOJE E SEMPRE
Sou um caso de despertecimento,
e não me dei conta até hoje.
E não foi por desconhecer a sombra,
ou o pecado existencial.
Nasci com a mesma pele
que reveste a alma dos alienados.
(Na vida muitas coisas circulam
no plano do despercebido.)
Acerquei-me à beleza bem cedo;
ela sempre foi os meus olhos.
21.5.26
21.5.26
Havia fumaça no ar e taças discretamente servidas, cada gole marcando o compasso da conversa. O silêncio entre uma frase e outra — aque...
Havia fumaça no ar e taças discretamente servidas, cada gole marcando o compasso da conversa. O silêncio entre uma frase e outra — aquele silêncio que só surge quando as palavras começam a pesar de verdade — anunciava que a tertúlia estava formada. Nada de debate formal nem aula; apenas amigos em torno da mesa, entre vinhos e charutos, deixando que as ideias ganhassem coragem de sair do abstrato para tocar o chão da vida. E foi ali que surgiu um tema incômodo e fascinante: o que significa viver bem num mundo que transformou quase tudo em intensidade?
21.5.26
21.5.26
Conheci uma mulher que vivia em tons de cinza. O cabelo já estava acinzentado, com raízes brancas. As roupas buscavam o desbotamento ...
Conheci uma mulher que vivia em tons de cinza. O cabelo já estava acinzentado, com raízes brancas. As roupas buscavam o desbotamento do azul acinzentado e, no próprio rosto, refletia-se a palidez absoluta, onde nenhum sol ultrapassava a pele.
21.5.26
21.5.26
A espiritualidade , em sua essência, deve ser uma expressão genuína do ser humano em busca de conexão, entendimento e compaixão. No...
A espiritualidade, em sua essência, deve ser uma expressão genuína do ser humano em busca de conexão, entendimento e compaixão. No entanto, frequentemente observamos uma superficialidade nas práticas espirituais que se disfarçam de autenticidade. Muitas pessoas se enxergam como “espiritualizadas”, mas suas ações não refletem a dor e a luta do próximo.
21.5.26
20.5.26
Parte 1 — O santo distraído Ah, meus caros e caras, sinto-me até constrangido de trazer a público um certo desconforto que irei exp...
Parte 1 — O santo distraído
Ah, meus caros e caras, sinto-me até constrangido de trazer a público um certo desconforto que irei expor linhas à frente. Andei me dando mal em muitas situações na vida; ou seja, em muitas dessas paradas, que é como dizem mais amiúde nos dias de hoje. Não é fácil fazer tal revelação.
20.5.26
20.5.26
No último dia 27 de março, completaram-se 60 anos da posse de Dom José Maria Pires como arcebispo da Paraíba. Foram três décadas à fr...
No último dia 27 de março, completaram-se 60 anos da posse de Dom José Maria Pires como arcebispo da Paraíba. Foram três décadas à frente da Arquidiocese, entre 1966 e 1995 — o segundo episcopado mais longevo da história da Igreja local, atrás apenas de Dom Adaucto Aurélio de Miranda Henriques, nosso primeiro bispo e arcebispo.
20.5.26
20.5.26
A clareza da linguagem não depende apenas de um vocabulário sofisticado ou de regras gramaticais decoradas. É necessária a organização...
A clareza da linguagem não depende apenas de um vocabulário sofisticado ou de regras gramaticais decoradas. É necessária a organização equilibrada das ideias. O paralelismo sintático é um recurso importante para a construção textual.
20.5.26
19.5.26
Quando tomou posse na Academia Brasileira de Letras, em 15 de dezembro de 1956, José Lins do Rego deu glória literária à Casa de Mach...
Quando tomou posse na Academia Brasileira de Letras, em 15 de dezembro de 1956, José Lins do Rego deu glória literária à Casa de Machado de Assis, que andava um tanto carente de modernidade.
19.5.26
19.5.26
Desde há muitos anos que sonhava em conhecer o Marrocos. Pela magia do desconhecido, pelos camelos, desertos e depois, mais ainda, p...
Desde há muitos anos que sonhava em conhecer o Marrocos. Pela magia do desconhecido, pelos camelos, desertos e depois, mais ainda, pela música de Caetano –
Qualquer Coisa. Virou o tema da nossa viagem. Depois de um dia todo pelas estradas tortuosas das
Gargantas de Dades, pelas paradas diante dos desfiladeiros, pelas tendas vendendo tapetes e echarpes belíssimas, finalmente chegamos a essa cidade linda, caótica, ocre, mágica e rica.
19.5.26
19.5.26
Na semana passada elencamos neste espaço alguns erros lógicos que comumente afetam o bom desempenho textual. São falhas ...
Na semana passada elencamos neste espaço alguns erros lógicos que comumente afetam o bom desempenho textual. São falhas que decorrem de tropeços no raciocínio e repercutem na engrenagem das ideias, tornando a escrita obscura e às vezes ilegível. Nesses casos o leitor tem no mínimo que “se esforçar” para entender o que lê, quando se sabe que tal esforço é uma das medidas do fracasso do autor. Seguem outros erros desse tipo, também exemplificados em redações dos nossos alunos.
19.5.26
18.5.26
Das coisas marcantes da vida: ver seus objetos de estudo bem de pertinho, notar as flores silvestres nascendo entre as milenares pedra...
Das coisas marcantes da vida: ver seus objetos de estudo bem de pertinho, notar as flores silvestres nascendo entre as milenares pedras de Olímpia e pensar na grandeza daquele lugar em que surgiram as Olimpíadas, assistir ao pôr do sol com o
18.5.26