O Ateliê itinerante de Pedro Américo: no ateliê de Cogniet (1859-1864) Pedro Américo chegou a Paris com uma bolsa anual de 4.800 fr...

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O Ateliê itinerante de Pedro Américo: no ateliê de Cogniet (1859-1864)
Pedro Américo chegou a Paris com uma bolsa anual de 4.800 francos franceses. Ele se inscreveu na École des Beaux Arts em 6 de outubro de 1859 e entrou, como era costume então, em um ateliê, o de Léon Cogniet, conforme desejo de seu mestre Manuel de Araújo Porto Alegre e foi morar junto da Beaux Arts na Rua Bonaparte n. 1314. Apresentado por Léon Cogniet à Escola de Belas Artes como de praxe, Américo foi recebido como aluno daquela instituição em 1859.

Espionando por uma frincha sem mais vidraça da porta central, portão e janelas laterais fechadas, não pude deixar de sentir o bolor do ...

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Espionando por uma frincha sem mais vidraça da porta central, portão e janelas laterais fechadas, não pude deixar de sentir o bolor do nosso desprezo, ou do desprezo da classe, à sede da sua antiga Associação Paraibana de Imprensa, a histórica API.

Na noite de 23 para 24 de agosto de 1954 ninguém dormiu no Palácio do Catete. Acossado por um grupo de militares que queria a sua dep...

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Na noite de 23 para 24 de agosto de 1954 ninguém dormiu no Palácio do Catete. Acossado por um grupo de militares que queria a sua deposição, o presidente Getúlio Vargas procurava uma saída para contornar a situação. Os ministros foram convocados para uma reunião emergencial de madrugada na sede do governo, conforme depoimento de José Américo de Almeida, que foi um dos presentes à reunião:

Morremos todos os dias. A pele se expressa entre vida e morte. Interpretamos pausas. Movemo-nos em pulsões sexuais, em mundos alheio...

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Morremos todos os dias. A pele se expressa entre vida e morte. Interpretamos pausas. Movemo-nos em pulsões sexuais, em mundos alheios, virtuais, ficcionais, visionários e até reais. Já não somos apenas seres naturais de carne, pele, ossos e sentimentos. Temos odores de perfumes e desodorantes e, num oco profundo, guardamos as sensações perdidas da nossa antiga e semelhante humanidade.

Uma travessia entre razão, memória e espiritualidade Em Meu Encontro com Kardec , o escritor paraibano Carlos Romero constrói ...

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Uma travessia entre razão, memória e espiritualidade
Em Meu Encontro com Kardec, o escritor paraibano Carlos Romero constrói uma narrativa memorialista e reflexiva na qual o encontro com a obra de Allan Kardec ultrapassa o mero interesse doutrinário e transforma-se numa experiência existencial. O texto não se limita a apresentar uma adesão intelectual ao espiritismo; ele revela, sobretudo, a lenta metamorfose interior de um homem diante do mistério da vida, da morte e da permanência da consciência humana.

Mimo não era fácil. Arredio, desconfiado, de cara amarrada, com a boca para baixo, característica comum dos gatos da sua raça, o persa...

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Mimo não era fácil. Arredio, desconfiado, de cara amarrada, com a boca para baixo, característica comum dos gatos da sua raça, o persa. Quando chegava gente em nossa casa, se escondia ou se afastava, para ficar olhando a distância, de preferência embaixo da mesa, recanto em que ele se considerava protegido.

Se um carioca lhe chamar de Paraíba, estará repetindo o paulista que trata todos os nordestinos como baianos. É o mesmo ranço demons...

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Se um carioca lhe chamar de Paraíba, estará repetindo o paulista que trata todos os nordestinos como baianos. É o mesmo ranço demonstrado por Ed Motta numa cena que viralizou.

A Canga, filme de curta-metragem, é, antes de tudo, a narrativa de W. J. Solha ; o escritor, o homem, o ator e o artista se confron...

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A Canga, filme de curta-metragem, é, antes de tudo, a narrativa de W. J. Solha; o escritor, o homem, o ator e o artista se confrontam e se completam. Solha encontrou nesse filme uma síntese rara: a do criador que, ao mesmo tempo, se reconhece criatura.

Até que enfim , ele se aproximava do ponto final. A cartinha à amiga, ao cabo da enésima tentativa, havia tomado o jeito certo de conta...

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Até que enfim, ele se aproximava do ponto final. A cartinha à amiga, ao cabo da enésima tentativa, havia tomado o jeito certo de contar da paixão que o afligia, arrebentava-lhe o peito, tirava-lhe o juízo. Perdera a conta das folhas de papel rasgadas a cada início da confissão que o fazia tremer dos pés à cabeça. Decidira, finalmente: não solicitaria a retribuição, não pediria para ser amado. Não se culparia por haver transformado o início de uma amizade sincera, despretensiosa, em amor desesperançoso e sofrido, pouco a pouco, passo a passo.

HOJE E SEMPRE Sou um caso de despertecimento, e não me dei conta até hoje. E não foi por desconhecer a sombra, ou o pecado existe...

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HOJE E SEMPRE
Sou um caso de despertecimento, e não me dei conta até hoje. E não foi por desconhecer a sombra, ou o pecado existencial. Nasci com a mesma pele que reveste a alma dos alienados. (Na vida muitas coisas circulam no plano do despercebido.) Acerquei-me à beleza bem cedo; ela sempre foi os meus olhos.

Havia fumaça no ar e taças discretamente servidas, cada gole marcando o compasso da conversa. O silêncio entre uma frase e outra — aque...

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Havia fumaça no ar e taças discretamente servidas, cada gole marcando o compasso da conversa. O silêncio entre uma frase e outra — aquele silêncio que só surge quando as palavras começam a pesar de verdade — anunciava que a tertúlia estava formada. Nada de debate formal nem aula; apenas amigos em torno da mesa, entre vinhos e charutos, deixando que as ideias ganhassem coragem de sair do abstrato para tocar o chão da vida. E foi ali que surgiu um tema incômodo e fascinante: o que significa viver bem num mundo que transformou quase tudo em intensidade?

Conheci uma mulher que vivia em tons de cinza. O cabelo já estava acinzentado, com raízes brancas. As roupas buscavam o desbotamento ...

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Conheci uma mulher que vivia em tons de cinza. O cabelo já estava acinzentado, com raízes brancas. As roupas buscavam o desbotamento do azul acinzentado e, no próprio rosto, refletia-se a palidez absoluta, onde nenhum sol ultrapassava a pele.

A espiritualidade , em sua essência, deve ser uma expressão genuína do ser humano em busca de conexão, entendimento e compaixão. No...

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A espiritualidade, em sua essência, deve ser uma expressão genuína do ser humano em busca de conexão, entendimento e compaixão. No entanto, frequentemente observamos uma superficialidade nas práticas espirituais que se disfarçam de autenticidade. Muitas pessoas se enxergam como “espiritualizadas”, mas suas ações não refletem a dor e a luta do próximo.

Parte 1 — O santo distraído Ah, meus caros e caras, sinto-me até constrangido de trazer a público um certo desconforto que irei exp...

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Parte 1 — O santo distraído

Ah, meus caros e caras, sinto-me até constrangido de trazer a público um certo desconforto que irei expor linhas à frente. Andei me dando mal em muitas situações na vida; ou seja, em muitas dessas paradas, que é como dizem mais amiúde nos dias de hoje. Não é fácil fazer tal revelação.

No último dia 27 de março, completaram-se 60 anos da posse de Dom José Maria Pires como arcebispo da Paraíba. Foram três décadas à fr...

jose maria pires dom pele
No último dia 27 de março, completaram-se 60 anos da posse de Dom José Maria Pires como arcebispo da Paraíba. Foram três décadas à frente da Arquidiocese, entre 1966 e 1995 — o segundo episcopado mais longevo da história da Igreja local, atrás apenas de Dom Adaucto Aurélio de Miranda Henriques, nosso primeiro bispo e arcebispo.

A clareza da linguagem não depende apenas de um vocabulário sofisticado ou de regras gramaticais decoradas. É necessária a organização...

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A clareza da linguagem não depende apenas de um vocabulário sofisticado ou de regras gramaticais decoradas. É necessária a organização equilibrada das ideias. O paralelismo sintático é um recurso importante para a construção textual.

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