Se a paz escapa Não é Deus Se a fome reina Não é Deus Se miséria vive Não é Deus Se a inundação O estrago do furacão A ...

Guardo a cor do amor e do mar dentro de mim

antonio aurelio cassiano poesia paraibana
Se a paz escapa Não é Deus Se a fome reina Não é Deus Se miséria vive Não é Deus Se a inundação O estrago do furacão A devastação do incêndio Não Definitivamente Não é Deus Na verdade Ele está do outro lado: Do lado dos que sabem que não é ele Ainda assim ele luta Pra combater a dor do planeta Ligar a luz que dá cor à vida (Salvar uma formiga é um milagre) Sua vida é curta Mas é vida Compreender O nascer do sol No mar Tocar a mão do nada Na angústia do desapego Tudo isso é ele na existência) Deus é justamente O vazio que há em mim Para caber nele o universo



Do nada Nada veio Nem virá Do antes Agora A projeção da ilusão Se projeta Amplia Ultrapassa Transformação Do sempre Em futuro Daí a morte E sua necessidade De ser Daí fluirmos Do Eterno sempre Em sua magia Magia de eternidade E transformação Porque ser eterno não é ser imortal A luz ainda viaja Pelo espaço como ilusão Quando a estrela já está morta... Quem há de ir mais longe A cor, a dor, a essência, Ou tão somente a ilusão do brilho? Mas ela é documento É registro É prova...



Como se a lua fosse Queijo E eu Trapezista Das esquinas Como se o sol derretesse A cera do meu cérebro E minhas ideias não pudessem mais voar E a lua No trapézio Do meu cérebro Fosse um quadro de Rembrandt A lua e o homem no cavalo a Resvalar as minhas memórias Em um nascente colorido E cheio de saudades Uma Dama Na janela Um beijo pro futuro E a guerra de todos os mundos Tudo isso É a saudade Do meu Pai



Tem Gal e Dylan Nos tempos De minhas memórias E Dilma viva Numa falésia Ela e o mar (meu a-mar) Havia mar espraiado Como dor Ao longo do entardecer E as cores que quiz Porque estava feliz Como a luz Não sei se a luz É feliz Mas sei que brinco com ela Sem ela Sem tempo Sem a cor do mar de Jacumã A luz não pode viver Sem meus olhos Ela a luz E guardo assim Ela A cor do amor e do mar Dentro de mim



Água guia Trânsito e Chão E a planta Parece Expandir-se em si As cores se desenham As partes se fazem É temporada de flores Uma única Nada E tempo A luz marca presença E ri porque As vidas continuam Um Céu azul É um furo no futuro E o universo Reverso caos



Passa devagar Imperceptível Alhures Ela Diva Cor Esplendor (Passa) Mas ela Habita Não só o holofote Puro brilho Dá-se o desfrute da pobreza Da escuridão Da miséria Mas ela é brava e brota Aos borbotōes E invade o que era nada Ela miseravelmente Também morre Pra viver Senhoras e senhores Esse milagre contínuo Que agora me deixa escrever... Vida! A mutação Divina Sobre o caos Ordenamento Luz Caleidoscópio

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