Mergulhar
No azul do éter
Amar
Blue
Tudo é Blue
Do mar
Do azul do céu
Do amor
Já Blues é tristeza
O ocaso
A despedida
Blues o doce de ser
Um estilo de sofrer
Um som
Veio dos escravizados
Americanos
Jeito de lutar
Jeito de cantar
Um lamento
Um unguento
E os solos de guitarras
Em escala azul
Trás à alma um blues
Como Janis Joplin:
"Cry Baby"
Na Imensidão de Ribamar
Trava a dor
O beijo
Espalmada
A mão
Corpo de luz contida
O beijo
É a luz sequestrada
E o desejo sofre
Aprisionado
Sem ter culpa
Passado tempo
Tempo
Esquecido beijo
Carne morta
Som antigo
Como o de sinais nos campanários
Anunciando a morte
Do que nunca viveu
Meu copo dormita
Minh'alma flutua
Um som
Faz nuvem
Deus acontece
E o tempo rui
Não há esperança
Nem pedido
Nem nessecidade
E Deus e eu
Mergulhamos na plenitude
Não há mais igrejas
"And no religion too"
Há somente uma alegria
De sermos só uma
Como Já disse o Bardo
Vem e seremos todos um
Como a nascente que verte
A luz que alumia
O mato que mata a fome
O Bardo que guia pela liberdade
"Faças o que quiseres
Pois é tudo da lei"
A lei do retorno...
Como um poema que não termina
E dói nas lembranças
De quem o pariu e esqueceu
Sou réstia
Espinha dorsal doida
Pranto
Espasmo
Ar que falta
Saudade
Depois eu vou pra rua rir
O mais triste é amar sozinho
E ainda ser pecado...
Tenho todas as ruas
Do mundo
Na palma da minha mão
Não são linhas
São endereços
De destinos
Tenho
Na palma da minha mão
Os calos do existir
A palma de minha
Mão é o mais perfeito espelho
Dos ideais de Marx e Engels
Na palma da minha mão
Falta os ideias virarem realidade
E a rude realidade continua
Na noite da revolução
Mamãe chorou
E todos voltaram pra casa