Mergulhar No azul do éter Amar Blue Tudo é Blue Do mar Do azul do céu Do amor Já Blues é tristeza O ocaso A...

Como sinais nos campanários

poesia paraibana antonio aurelio cassiano
 
 
 
Mergulhar No azul do éter Amar Blue Tudo é Blue Do mar Do azul do céu Do amor Já Blues é tristeza O ocaso A despedida Blues o doce de ser Um estilo de sofrer Um som Veio dos escravizados Americanos Jeito de lutar Jeito de cantar Um lamento Um unguento E os solos de guitarras Em escala azul Trás à alma um blues Como Janis Joplin: "Cry Baby" Na Imensidão de Ribamar



Trava a dor O beijo Espalmada A mão Corpo de luz contida O beijo É a luz sequestrada E o desejo sofre Aprisionado Sem ter culpa Passado tempo Tempo Esquecido beijo Carne morta Som antigo Como o de sinais nos campanários Anunciando a morte Do que nunca viveu



Meu copo dormita Minh'alma flutua Um som Faz nuvem Deus acontece E o tempo rui Não há esperança Nem pedido Nem nessecidade E Deus e eu Mergulhamos na plenitude Não há mais igrejas "And no religion too" Há somente uma alegria De sermos só uma Como Já disse o Bardo Vem e seremos todos um Como a nascente que verte A luz que alumia O mato que mata a fome O Bardo que guia pela liberdade "Faças o que quiseres Pois é tudo da lei" A lei do retorno... Como um poema que não termina E dói nas lembranças De quem o pariu e esqueceu Sou réstia Espinha dorsal doida Pranto Espasmo Ar que falta Saudade Depois eu vou pra rua rir O mais triste é amar sozinho E ainda ser pecado...



Tenho todas as ruas Do mundo Na palma da minha mão Não são linhas São endereços De destinos Tenho Na palma da minha mão Os calos do existir A palma de minha Mão é o mais perfeito espelho Dos ideais de Marx e Engels Na palma da minha mão Falta os ideias virarem realidade E a rude realidade continua Na noite da revolução Mamãe chorou E todos voltaram pra casa

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