Somos de 1933, todos do mesmo ano: Juarez Farias, Evaldo Gonçalves de Queiroz e o autor duma crônica a cada dia mais solitária.
Ainda somos. Não houve jura nem promessa, mas “somos” - o plural do verbo assim mesmo no presente – só partindo o fio de continuidade quando os três deixarem de existir.
Ainda somos. Não houve jura nem promessa, mas “somos” - o plural do verbo assim mesmo no presente – só partindo o fio de continuidade quando os três deixarem de existir.
Creio que duas passagens bem assentadas em vidas de trilhas e posições distintas nos levem a esse socorro da memória.
MS'Art
Quando passei à redação do jornal, sentindo alguma firmeza, Evaldo Gonçalves, titulado em Direito e versado em administração e economia, já era notícia, ensinava e se viu secretário de Educação em Campina Grande. Elege-se vereador e, pouco tempo depois, irrompe secretário de administração no governo Ernani Sátyro. Daí a deputado, presidente da Assembleia, constituinte de 1988 mediu os passos com Juarez Farias, este, braço direito de Celso Furtado na administração da Sudene, secretário de planejamento de Agripino, vice-governador, governador e presidente do Tribunal de Contas do Estado.
Evaldo Gonçalves UFPE
— Já leu o colombiano, nego velho? – perguntou-me, numa recaída instantânea ao grêmio, descendo altivo a escada do avião ao lado do demiurgo do desenvolvimento do Nordeste.
Em idade madura ou já envelhecendo, desde que nos víssemos, fosse qual fosse a circunstância, lá vinha remanescente a atmosfera do grêmio 21 de Abril, a salinha apertada atrás do Pio XI recendendo as laranjeiras e cafezais da poesia que D. Zilda recitava conosco ou que se ia buscar na crestomatia e na tribuna política da Praça da Bandeira.
Praça da Bandeira (Campina Grande)IHCG
Abro o Dicionário Histórico-biográfico Brasileiro ainda editado em livro pela Fundação Getúlio Vargas e lá, amigos Gleryston e Luiz Mota, revejo, no mesmo mármore gráfico dos grandes personagens brasileiros, o orador do 21 de Abril. Como foi longe o menino de São João do Cariri!