Há uma frase atribuída ao renomado psicanalista austríaco Sigmund Freud que diz o seguinte: "Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo". Embora sua autoria seja discutida — há quem sustente que a frase é da ensaísta canadense Lise Bourbeau —, é certo que a declaração atinge em cheio quem tem mania de fofocar.
Mas os fatores nos quais envolvemos os mexericos, em especial quando falamos dos outros ou passamos o "disse me disse" adiante, revelam muito a respeito de nosso caráter, nossa personalidade e até como anda a nossa vida. E o que isso mostra, acredite, não é nem um pouco bonito.
Para Blenda de Oliveira, psicóloga e psicanalista, a maioria das fofocas são tóxicas e desrespeitosas, porque simplesmente não há autorização de quem é envolvido para passar a informação adiante. E mais: essa informação às vezes sequer corresponde à realidade. Sabe aquele ditado 'quem conta um conto, aumenta um ponto?
Não é apenas nosso valor moral que condena a conduta em falar da vida alheia.
Tem gente — e muita! — que parece se interessar mais pela vida alheia, principalmente os “defeitos” dos outros, do que por sua própria vida. E qual é o adjetivo para eles?Aí vão alguns: fofoqueiro, cesta-rota, zizaneiro, gazeteiro, saco-roto, onzeneiro, tagarela, calhandeiro, coscuvilheiro, novidadeiro, chocalheiro, intriguista, bisbilhoteiro, cavaqueador, tesoura, murmurador, mexeriqueiro, assacador de aleives, cavilador, detrator, aleivoso, vilipendioso, mordente, pechoso, vipério, sardônico, insidioso, introsca, enxerido, espora, leva e traz, de língua viperina, fuxiqueiro, futriqueiro, arengueiro, turgimão, porta-novas.
Você conhece mais algum?