Antigamente existiam dois tipos de produtos; os verdadeiros e os falsos. Relógios, equipamentos eletrônicos, comida e bebida...o que estava à venda podia ser encontrado por dois preços diferentes, sendo que o caro era sinônimo de boa origem e o barato sugeria fortemente algum grau de falsificação.
Na minha juventude aprendi que o jeans da moda, a famosa calça Lee, tinha que ter o ri-ri (também conhecido como fecho éclair ou zíper) da marca Taylor. Com as camisas Lacoste a bronca estava no
@soqueriaterum
Esqueçam essa época.
O jornalista João Batista Jr., em excelente matéria, revela o mundo das "superfakes", que tomou conta da ansiosa classe média alta de forma violenta. Um exemplo simples; as bolsas Birkin que, segundo ele, estão à venda na loja da Hermès do Shopping Iguatemi (SP), e variam desde 90 mil reais até inacreditáveis 2 milhões, podem ser encontradas na versão superfake na Lili bolsas do shopping Veneza por “módicos” 32 mil reais. É falsa? É, mas jamais comparável àquelas vendidas na rua 25 de março por mil reais. Na verdade, são cópias idênticas do
@hermes.com/br
Claro que existem métodos para identificar essas superfakes como por exemplo descobrir um código ou um chip dentro da bolsa, porém não se espera que numa festa uma milionária escarafunche a bolsa da Bola de Sebo, né? Nessa categoria há de um tudo, porém vou encerrar com um fato prosaico. No meio de tanta falsificação chama atenção a coleção de porcelanas Chanel supefake ofertadas em lojas paulistas. Há filas de espera de até dois meses. Só um detalhe; a Chanel não fabrica porcelana. Portanto, nesse quesito não há falsificação; são 100% apropriações da marca francesa, para deleite das, como direi... inocentes?