Não tenho mais idade para contemporizar com quem pensa diferente dos meus convencimentos. Querem ficar com raiva? Não façam cerimônia. Só não vou deixar meu dolce far niente para estar discutindo o que considero um absurdo.
Aos fatos.
HBDF
Querem brincar carnaval? Financiem-se.
Eu já provei como pode ser feito e no meu caso além de não aceitarmos qualquer verba publica também não aceitamos contribuições de empresas privadas. Fui mais além; nenhum folião paga qualquer valor para participar do meu bloco. Não tem essa de venda de camisetas e abadás.
Carlos Bonfim
Radicalizei. Nossa orquestra só toca frevos. Preservando o espírito mais anárquico do carnaval nunca tivemos hino oficial ou estandarte. Tampouco temos rainhas ou qualquer outro destaque. Lá todos são iguais com a liberdade de cada um usar a fantasia que quiser. Uma das minhas maiores alegrias é acompanhar uma tendência crescente, a formação de pequenos blocos dentro da Baratona. São famílias e grupos de amigos que planejam suas fantasias ou camisetas e aquilo dá uma ideia absurdamente bela de alegria.
Para os que estão chegando agora, saímos sempre do bar Terraço, que fica à beira mar do Cabo Branco, por volta das quatro da tarde, pela calçadinha em direção ao largo da Gameleira com a orquestra puxando o povo. Como a Baratona é uma maratona de bares e a maratona percorre 42 quilômetros, nesse curto trecho paramos em 42 bares. Quem quiser consuma o que quiser, porém a maioria prefere levar seu “material” de casa em caixas de isopor.
Bloco Baratona (Av. Tamandaré, J. Pessoa)Carlos Bonfim