Em crônica de alguns anos atrás, Francisco Cartaxo Rolim, secretário de planejamento no governo Ivan Bichara (1975/78), não fez por menos, não se conteve ao fim de um de seus retornos a Tambaú: “Talvez a Paraíba não se dê conta do bem que faz a si mesma. Esse ar de província exibido no visual das praias de Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e ao longo da orla até Cabedelo. Bendito seja!”
Francisco Cartaxo Rolim A União
“Para que imitar o que não presta? Em Recife, a avenida Boa Viagem virou um paredão de sombra sobre o mar, o obstáculo à circulação da brisa, tornando mais quente ainda as áreas situadas atrás, nas ruas internas do bairro. Só a ganância não enxerga o mal causado pelas edificações de cimento, ferro, cerâmica e vidro. Fortaleza seguiu trilha parecida, com a degradação de sua beira-mar e outros sítios urbanos, outrora orgulho sadio para gáudio do bairrismo cearense.”
Há oito dias li, com surpresa, neste jornal, a notícia de quatro edifícios que ousaram desrespeitar a lei que animou a expressão de louvor desse descendente do Padre Rolim: “Bendito seja”. Surpresa nem tanto pelo desrespeito à letra das constituições, consagrada reiteradamente pelas manifestações do povo, pois a ganância pode tudo
Cabo Branco e Altiplano (J. Pessoa)
Virgolino de Alencar
Virgolino de Alencar
O presidente Breckenfeld, do Sinduscon-JP, defende o diálogo: “... porque tomar medidas que venham prejudicar a geração de emprego, fechar empresa, coisas desse tipo, são as piores possíveis”. Não deve estar falando pela maioria dos que levaram ao pico toda essa ampla floresta de edifícios, alguns de 40 e até 50 andares, mas respeitando a lei.
Sepultado numa encruzilhada entre Brejo do Cruz e Catolé, o magrelo João Agripino estava longe de imaginar que entre as suas maiores obras, a da canetada ambiental é a que mais vem se impondo acima do seu tempo.