A existência humana, geralmente, é constituída de tragédias que geram a perda da sensibilidade, da intuição e do desaparecimento dos referenciais quanto à dignidade. Diante disso, um dos desafios é priorizar a beleza de viver a partir da reconstrução dos afetos e conciliá-los às expressões de liberdade ao próprio pertencimento, a fim de tornar o comportamento humano uma manifestação estética, isto é, uma beleza moral.
Johann Christoph Friedrich von Schiller (1759 – 1805) foi poeta, filósofo, médico e historiador alemão, afirmava que através da “educação estética” a natureza humana é capaz de viver a liberdade, desde que a sua
L. Simanowiz, 1794
Para Schiller, a modernidade se apresentava dominada por um racionalismo estéril, que convertia as relações sociais em uma mera tensão de forças materialistas e utilitaristas, que pendiam entre “perversão e grosseria, entre desnaturado e meramente natural, entre superstição e descrença moral.” (2014, p. 35). E considerava que a antiga arte grega unia todas as virtudes da sabedoria. Também afirmava que os gregos - daquele período clássico - ensinam a harmonizar a realização humana à cultura com a beleza do Universo. Para essa finalidade, eles usavam a arte, de forma mais intensa a poesia, com a intenção de construir as virtudes éticas ao bem-estar social. Isso era possível através das intuições que dão acesso à ordem do Cosmos que existe na constituição da natureza humana.
Friedrich von Schiller, no livro citado acima, apresenta a intuição estética com a finalidade de unir razão e sensibilidade, a qual - a natureza humana - é consciente de sua liberdade e a executa convenientemente de modo livre;
Diante disso, o cidadão que busca conhecer-se, deve, segundo Schiller, abstrair da própria experiência para chegar à dualidade originária (razão e sensibilidade), que lhe indica que tudo que foi intuído deve ser uma ideia expressada num símbolo, para, desse modo, reconhecer na obra de arte a representação da ideia de irmandade da humanidade. Essa intuição acontece quando o cidadão alcança o estado estético, nele, desenvolve de forma livre e harmoniosa a unidade entre razão e sensibilidade.
Essa é uma das teses em que todos se encontram consigo mesmo e, portanto, o objetivo proposto por Schiller nas suas Cartas Estéticas. Ele apresenta esse processo na sua Segunda, afirma que: “A arte é filha da liberdade” (op. cit., p. 21). Outra frase, nessa segunda carta, Schiller (Ibid., 22) afirma que: “É pela beleza que se vai à liberdade”. Um princípio determinante para entender a intuição é a sua definição de como a Natureza procede, pois somente por meio de uma representação da realidade é que ele pôde intuir como a Natureza procede.
Heinrich Reinhold, 1822
Heinrich Reinhold, 1822
Escola Integral Técnica de Arte, Tecnologia e Economia Criativa, instalada no prédio onde funcionou a Central de Polícia do Estado, no Varadouro ▪ João Pessoa-PB
Cícero Lucena (prefeito de JP), João Azevedo (governador da PB) e Cláudio Furtado (Secretário da Educação, Ciência e Tecnologia da PB), em laboratário de pesquisas instalado no INOTECH