Reduzir nossas energias até o esgotamento é um problema que interfere em todas as áreas da vida, e nos leva a sensação de cansaço extremo, falta de energia e motivação pra realizar tarefas diárias. Isso tudo é uma consequência do Burnout, que é um transtorno de ansiedade no contexto exclusivamente laboral, ou seja, a causa do estresse é a relação com o trabalho.
No espectro das ideias surge uma grata saída desse drama, através dos olhos do ator e cineasta Ben Stiller. Ele dirige a nova série "Ruptura", que conta como uma empresa gigantesca criou uma tecnologia implantável na cabeça de seus funcionários,
Ruptura (2022) ▪ Imdb
Os novos empregados são submetidos a um procedimento cirúrgico e, todos os dias em que vão trabalhar, as memórias não relacionadas à labuta são comprimidas. Assim, a pessoa cria nova personalidade sem ter que lembrar da família e amigos nessa hora. Quando ela sai do trabalho, não lembra sequer dos colegas de lá. Se cruzar na rua por alguém da empresa não vai reconhecer.
Nem penso em passar por essa cirurgia obscena. Já me acostumei ao olhar do outro, que me hipnotiza e diz que a poesia do encontro deve ser minha paixão. E ainda quero deixar minha vida inebriada de tanto teimar em correr até a próxima esquina em busca de atenção.
Amo a vida a cada segundo, por isso estou deixando o ar me respirar. Mas nem todos conseguem cruzar leves nessa mesma calçada. A população transgênero, que é uma ampla categoria de pessoas, deseja seu espaço com respeito e aceitação como qualquer indivíduo, mas sofre bem além do esperado normal, devido à negação do outro.
Ruptura (2022) ▪ Imdb
Eugenio Hansen ▪ Wikimedia
Que a nova Aurora traga um recomeço para nos guiar á dias mais lúcidos e claros. A nós cabe disseminar com frequência e persistência, atos de atenção a quem clama, e nos mantermos atentos aos comportamentos do outro, pois mesmo calado o vulnerável grita pra chamar pelo colo acolhedor na hora da dúvida.
Será mesmo que me amam?