É preciso ter cuidado com as máximas que pretendem nos ensinar como viver. Elas são inevitáveis, pois o desamparo do ser humano leva-o a continuamente procurar fórmulas que o conduzam à almejada felicidade. Mas nem tudo o que elas dizem devem, como se diz, ser tomado ao pé da letra.
Por exemplo, li uma vez este conselho dado já não me lembro por quem: “A gente deve enfrentar o que mais teme.” Visando pôr em prática a orientação, comecei a pensar no que mais temo. Várias coisas me causam temor, mas fico em pânico só com a ideia de pensar em ser perseguido por um cão feroz. Um rottweiler, por exemplo. Perto do meu prédio tem uma casa onde existe um. Eu bem poderia me acercar do muro e deixar o cão se aproximar para tentar perder o medo. Desisti. Tampouco me disponho a enfrentar outras coisas que me arrepiam, como passeios à noite por ruas escuras levando o celular.
Por exemplo, li uma vez este conselho dado já não me lembro por quem: “A gente deve enfrentar o que mais teme.” Visando pôr em prática a orientação, comecei a pensar no que mais temo. Várias coisas me causam temor, mas fico em pânico só com a ideia de pensar em ser perseguido por um cão feroz. Um rottweiler, por exemplo. Perto do meu prédio tem uma casa onde existe um. Eu bem poderia me acercar do muro e deixar o cão se aproximar para tentar perder o medo. Desisti. Tampouco me disponho a enfrentar outras coisas que me arrepiam, como passeios à noite por ruas escuras levando o celular.
StockSnap
Muhammad Taha Khan
Não são poucas as chamadas “verdades universais” que, apesar do nome abrangente, não se aplicam a todo o mundo. Até mesmo delas é preciso desconfiar. Fala-se, por exemplo, que Deus ajuda quem cedo madruga. Evite dizer isso a quem sofre de insônia e, por mais que tente, não consegue voltar aos braços de Morfeu depois das três da manhã. Se alguém com esse tipo de problema ouvir que “Deus o ajuda”, vai lastimar pelo resto das noites a ironia.
Cottonbro