A leitura é o caminho para as conquistas pessoais e espirituais.
Partindo do princípio de que a Igreja deve estar ao lado do povo, ouvindo seus anseios e reunindo todos para caminhar irmanados, partilhando as alegrias e as ansiedades, fazendo chegar o livro às mãos de crianças e adultos, é uma das premissas de elevado conteúdo que ajudará a atingir o objetivo de valorização humana.
O hábito da leitura não deve ser apenas estimulado na escola, o que nem sempre acontece com a ênfase necessária, mas é em casa onde tudo começa. Justamente nesse ponto é que deveria entrar a participação da Igreja, com o estímulo às famílias para o hábito da leitura, inclusive começando pelas crianças. Ajudar a acessar o livro, instalando bibliotecas em suas dependências e promover campanhas educativas nessa direção seria um caminho a percorrer.
Suad Kamardeen
Como isso será ministrado, não vejo tanta dificuldade, afinal, todos trabalham com o manuseio da palavra. A palavra oral e escrita. Então, como parte dos ensinamentos propostos para formação do catequizando, oferecer condições para que exercitasse a leitura seria um caminho para se criar amor ao livro, o gosto pela leitura.
Suad Kamardeen
Nossa Igreja tem bom material de apoio às crianças quando se trata de oferecer aprendizado básico sobre religião, princípios éticos e morais, que mostra como deve se comportar um cristão.
Imagino um dia em que nos salões paroquiais existiam bibliotecas, bastantes livros de todos os gêneros, abertas às mentes e corações. As mãos que purificam o vinho e o pão também transformando o livro em alimento para o espírito, ajudando a transformar vidas humanas e pessoas em verdadeiros santuários do Espírito Santo.
Jonny Caspari
Para ficar no campo da ficção literária, cito apenas obras de Victor Hugo, escritor francês que teve as obras Os Miseráveis e O Corcunda de Notre-Dame censuradas.
O livro Os Miseráveis aponta o governo como opressor e a adversidade da sociedade. Já O Corcunda de Notre-Dame mostra o desfigurado Quasímodo sendo avaliado pela aparência física. As obras eram consideradas sensuais e apontavam a diferença social.
Outro francês – Alexandre Dumas –, também teve suas obras censuradas, como O Conde de Monte Cristo, cujas personagens se envolvem em suicídio, adultério e consumo de haxixe.
Zahar
Sem esquecer a história, passemos a estimular a leitura. Mesmo sem observar as posições adotadas no passado, a Igreja pode contribuir de maneira significativa para que o livro possa chegar às mãos de crianças e adolescentes.