Manoel Moreira tem uma tese arretada. Ele entende que o atual período de vida para o ser humano é muito pequeno, porque gastamos um terço dormindo. Portanto, mesmo que o cidadão alcance os cem anos, de saída já perdeu 33 anos, ou seja, na verdade só viveu 67 anos. A perda do tempo de vida aumenta com atividades absolutamente incompatíveis com o bem viver. Um exemplo que ele dá é o tempo que o homem utiliza trabalhando para poder se aposentar e enfim usufruir a vida. Já lá se vão, portanto, mais 35 anos que somados ao tempo gasto com o sono chegam aos 68 anos, sobrando então - se o cidadão conseguir chegar aos cem anos- apenas 32 anos de vida efetiva.
Karim Manjra
Tem razão.
O professor George Church, de Harvard, entende que os humanos viverão de 120 a 150 anos. O geneticista Aubrey de Grey confirmou não apenas os 150 anos de vida como afirmou que o primeiro ser humano que viverá 150 anos já teria nascido. Do primeiro até poderíamos perdoar o entusiasmo genuíno, mas separar o joio do trigo da informação de Grey é bem mais fácil, porque eu não enxergo nenhum trigo na informação.
Pesquisas indicam que somente entre 1970 e 2005 duplicou a probabilidade de uma pessoa com 65 anos chegar aos 85 anos. Claro que isso depende dos avanços nos campos da higiene, alimentação e tratamentos médicos. E é aí que a porca torce o rabo.
GS Club
Confio, entretanto, na abnegação dos cientistas que seguem pesquisando independentemente da grana da indústria farmacêutica, trabalhando em Universidades e centros de estudos que permitirão no futuro vivermos mais e mais saudáveis.
Viva a ciência!