O compositor e instrumentista Egberto Gismonti fez 75 anos nesta segunda-feira, cinco de dezembro. Dizer que ele é um dos maiores músicos do Brasil é insuficiente para dimensioná-lo corretamente. Ele é, na verdade, um dos maiores músicos do mundo. Não é possível se debruçar sobre o seu trabalho sem que seja sob essa perspectiva.
Egberto Gismonti nasceu na cidade do Carmo, no estado do Rio. Vem de uma família de músicos (o tio, o avô), o que explica o caminho que escolheu para sua vida. Para cada filho que nascia, seu avô materno compunha uma música. Quando a mãe de Egberto nasceu, ganhou de presente a valsa que tinha seu nome, Ruth.
Egberto Gismonti nasceu na cidade do Carmo, no estado do Rio. Vem de uma família de músicos (o tio, o avô), o que explica o caminho que escolheu para sua vida. Para cada filho que nascia, seu avô materno compunha uma música. Quando a mãe de Egberto nasceu, ganhou de presente a valsa que tinha seu nome, Ruth.
Carlos Calado
Em Egberto Gismonti, as divisões se transformaram em somas. Não somente entre o piano e o violão. Formado para ser um compositor erudito, ele logo migrou para a música popular, terreno no qual de fato se projetou. Mas, a rigor, ficou numa zona de fronteira, produzindo música popular com elementos de música erudita.
Piano e violão. Erudito e popular. Grande como instrumentista, grande como autor. Acústico e elétrico, outra divisão que virou soma em Egberto. Nos anos 1970, ele plugou seu violão (de seis, sete, dez cordas ou mais) e adotou os teclados eletrônicos em discos incríveis como Academia de Danças e Corações Futuristas.
Com o percussionista pernambucano Naná Vasconcelos, fez o extraordinário Dança das Cabeças . Tudo desplugado, tudo muito improvisado. O violão e o piano de Egberto dialogando com os instrumentos de percussão de Naná. Um álbum que, em todo o mundo, impressionou sobremaneira os cultores da música instrumental. Texto publicado originalmente no Jornal da Paraíba
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