O assunto não é dos meus, mesmo à falta de um João Manoel, daquela coerência e força de argumentação que marcaram a luta infatigável do seu jornalismo. E do homem inteiro.
Mas custa calar ante o despropósito desse aumento de vencimentos encaminhado pelos ministros do Supremo em seu próprio favor numa hora crítica de fome, desemprego e do mais agudo aprofundamento de desigualdade social sofrido na modernidade pelo povo brasileiro.
Mas custa calar ante o despropósito desse aumento de vencimentos encaminhado pelos ministros do Supremo em seu próprio favor numa hora crítica de fome, desemprego e do mais agudo aprofundamento de desigualdade social sofrido na modernidade pelo povo brasileiro.
Clayton Berg
Isto num país e num momento em que as câmeras de televisão escolhem a hora das nossas refeições para nos constranger com as filas imensas de famintos urbanos acudidos pelo isopor, a versão dos novos tempos da velha cuia esmoler que mais prospera quanto mais aumenta a concentração de riqueza enxertada nas raízes do Brasil.
P. Stropasolas
Evidente que a folha do Supremo, por si só, não abocanha o quinhão dos 30 ou 40 milhões de famintos apontados nas estatísticas.
HS Naddeo
Será que o Supremo, a Corte exemplar, não se constrange em oferecer esse exemplo de insensibilidade aos monitores do lucro e da usurpação consentida e consagrada pelo capitalismo?
Os preços da cesta básica são impiedosos, seguem uma lei acima de todas as leis, mas é de supor que R$39 ou R$ 40 mil dariam de sobra para manter as regalias do imperador se o regime de Pedro II se mantivesse. E volto atrás, o regente da “democracia coroada”, conforme se lê, ele próprio pesava pouco aos cofres da nação. Gastava mais com viagens que terminavam dando prestígio ao país, ganhando epítetos de deuses como Victor Hugo.