Se eu fosse o roteirista, Mav morreria no final e teria o segredo revelado ao seu afilhado contado por sua ex-namorada. Mas não, meu único “spoiler” é que o filme é de tirar o fôlego e trilha idem (mas não espere tocar "Take My Breath Way" , canção icônica do Top Gun original) Top Gun Maverick é uma ode aos sentimentos nobres.
Não bastassem as ótimas interpretações de jovens atores corpulentos e belos, essa versão “reloaded” tem a ver com a dignidade de um Capitão e seu amor incondicional ao seu ofício e à sua Pátria – ali, sim, se vê um Capitão de verdade, conciliador, não esse tipo ranzinza de hoje em dia que vive a confundir e dividir uma Nação.
O filme é agregador de virtudes, nos dá esperança, nos mostra o valor dos mestres e a consequente gratidão a estes. A trama enaltece rostos já sem o devido colágeno, quando ativa a beleza do elo entre rugas de expressão e pés-de-galinha, pois há, em certos momentos, uma infinita boniteza na maturidade não harmonizada. E se falarmos de sensualidade e sexualidade, então, é de deixar os aspirantes a galã lá no porta-aviões aguardando decolagem. Isto posto, o Capitão entrega tudo num filme de extrema emoção, desafios e superação.