Ao longo do tempo os mais importantes cientistas do mundo visitaram o Brasil e deixaram registradas suas impressões. Vale a pena revisitar essas opiniões.
Começo com o Doutor George Gamow, físico russo que esteve no Brasil para dar algumas palestras em 1939 na sua área de especialização. Só que o russo descobriu os encantos do cassino da Urca e varava madrugadas nas mesas de roleta. Ninguém entendia como o professor conseguia sair do cassino ao amanhecer e logo depois fazer as tais palestras. Apesar da boemia o homem era fera.
George Gamow ▪ 1904—1968
“Bem, a energia está desaparecendo do centro da supernova com a mesma rapidez com que o meu dinheiro sumia naquela mesa de roleta”.
O pai da teoria da relatividade também esteve aqui. Chegou em 1925, depois de já ter recebido seu prêmio Nobel. Foi um alvoroço na mídia. As manchetes eram do tipo: “Einstein comeu ontem vatapá com pimenta”. Sofrendo com o calor carioca ele disse que o Brasil era quente e úmido demais para se efetuar qualquer trabalho intelectual. A coisa piorou quando foi fazer sua primeira palestra no Clube de Engenharia.
Superlotado, o ambiente era uma sucursal do inferno. O físico suava por todos os poros e a irritação aumentou ao ver que na plateia não existia qualquer cientista, só políticos acompanhados das esposas e filhos, ávidos por fotos com ele (pré-selfies). Quando os bebês começaram a chorar ele deve ter se arrependido da viagem. “As pessoas lá são vazias e pouco interessantes — mais ainda do que na Europa”, disse o querido Albert.
Albert Einstein ▪ 1878—1955LoC
Charles Darwin ▪ 1809—1882Wikimedia
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