Flagrei-me ao lado do escritor, artista, crítico, intelectual e pensador Waldemar José Solha, e de sua adorável esposa Ione, quando os dois comemoravam, em Paris, suas bodas de ouro, em 2015.
Poder ter participado de uma tarde dentre os dias dessa festa é algo que guardarei comigo para sempre. Nos dias de hoje, invadido por redes sociais, em que vemos tantos casamentos de fachada, não é para qualquer um passar cinquenta anos de sua vida ao lado de outra pessoa.
Thiago Macedo
CC0
E não podemos esquecer o chavão de que se adquire experiência ao viajar, travando conhecimento com pessoas de outras culturas e de outras nacionalidades. Às vezes, entretanto, a cultura e o conhecimento estão ao nosso lado, ao nosso alcance, em nossa própria terra. Será que damos o devido valor a isso?
Mas, tudo bem! Confesso que Paris é uma festa, Solha escreveu um belo texto sobre sua experiência de ter conhecido a cidade ao lado de sua esposa, postando-o em seu perfil no Facebook. Particularmente, acho que o “fast food” turístico que vivenciamos em nossos dias tirou bastante o meu tesão. Ok, admito que por ter estado na capital francesa em 2012, não existiu para mim aquela “surpresa” de conhecer algo novo. Não obstante, o Louvre, o Musée d’Orsay, a Torre Eiffel (por mais que queiram transformá-la em algo “kitsch”) continuam espetaculares.
Maurice
É, Paris é mesmo uma festa, porém fiquei com uma pulga atrás da orelha: na tarde em que estive com o casal também em festa, a conversa que travei com Solha impressionou-me mais do que o passeio que fizemos - talvez por gostar demais de Paris, mas não ter encontrado nela, nessa última vez, o encanto singular de cidades como Praga, Lisboa, Madri. Ou então, por ter estado ao lado (e em Paris!) de um dos maiores patrimônios culturais e artísticos ainda vivos de nossa terra, a conversa tenha sido mais interessante que a atmosfera mais recente da cidade em si... Nesse caso, o triunfo é todo seu, amigo e mestre Solha.
Marion Silva