Não tem erro: sopé da Ladeira São Francisco, à direita: Rua Augusto Simões (antigo Beco dos Milagres), nº 59. No muro da casa está incrustada uma relíquia da cidade: A Fonte dos Milagres. Talvez os atuais moradores da residência nem saibam o que têm nas mãos.
A moldura da antiga Fonte dos Milagres, na Rua Augusto Simões, Parahyba do Norte, a lembrar o lugar de onde brotava água doce para beber ▪ AcervoP. Souto
A Fonte dos Milagres, em imagem da primeira metade do Séc. XX ▪ ilustração contida no livro “Roteiro Sentimental de uma Cidade”, do historiador Walfredo Rodríguez
Imagens ▪ Adelmo Medeiros ▪ G. Maps
Segundo o historiador Wellington Aguiar, além das cacimbas, quatro bicas ou fontes garantiam o abastecimento de água na cidade: Gravatá e Milagres; Santo Antônio e Tambiá. A Bica de Gravatá, de uma beleza extraordinária, atualmente não passa de uma fotografia ilustrando o livro “Roteiro Sentimental de Uma Cidade”, de Walfredo Rodríguez. Ninguém informa sua localização exata. Sabe-se apenas que havia uma “Vila Gravatá” na rua Maciel Pinheiro, nas imediações da Central de Polícia. A triste realidade é que ela foi destruída e está soterrada em algum ponto do Varadouro.
A Fonte de Gravatá, já destruída, em gravura que ilustra o livro “Roteiro Sentimental de uma Cidade”, de Walfredo Rodríguez
A Fonte de Santo Antônio, no sítio do Convento de Santo Antônio (que muitos chamam Convento de São Francisco), foi restaurada há um bom tempo, mas já está seriamente danificada, exigindo urgentes providências do IPHAN.
A Fonte de Santo Antônio, que adorna o jardim do Convento de mesmo nome, na Parahyba do Norte.
AcervoP. Souto
AcervoP. Souto
A Fonte de Tambiá, no Parque Zoobotânico de Parahyba do Norte
Como se fala muito em ações para fortalecer o turismo, a restauração das nossas fontes poderia contribuir para o surgimento de um produto turístico da melhor qualidade: O Caminho das Águas, aliás, ideia do saudoso padre Ernando Teixeira de Carvalho, ex-diretor do Centro Cultural São Francisco.
Qual seria o 'Caminho das Águas'? Percorrendo a avenida Gouveia da Nóbrega, no Róger, o turista visitaria as três fontes, que se localizam praticamente no começo, meio e fim da avenida. Uma grande justificativa econômica para um investimento irrisório.