Duvido existir alguém que entenda mais de garçons do que eu. Como não tenho casa, faço as refeições em restaurantes, lanchonetes, bares, muquifos e outros locais menos votados. E isso desde muitos anos. Posso afirmar que os garçons são iguais a Papai Noel; tudo que você pede eles trazem, com a vantagem de não termos de nos comportar bem, né?
Uma das lutas que assumi em favor dos garçons infelizmente tem as mulheres como contendoras. Mesas onde só mulheres sentam são o terror desses meus amigos "da bandeja". É que mulher, em sua maioria, não dá gorjeta e tem a mania de implicar com a conta, questionando se a única bebida servida, uma água mineral, era de 300 ml ou 500 ml…
Patrick Coupechoux
A clientela chamava esses meninos na língua francesa, garçom (garoto). Os soldados estrangeiros que ouviam entendiam ser a profissão deles, e quando voltaram a seus países difundiram o erro. Pior ainda é chamar a profissional de garçonete. Esse "ette" é final diminutivo feminino na língua francesa. Portanto, garçonete significaria mais ou menos “meninozinha”. Foi assim que me contaram.
Jessie Mccall
Algumas verdades eu aprendi nessa minha vida de restaurantes; uma delas é que a maioria das mulheres é feminista até chegar a conta, no que fazem muito bem. Homem que não puxa a cadeira para a companheira sentar ou não paga a conta é um macho crica.
Enfim, tenho uma lição: Uma pessoa que trate mal os garçons jamais será uma boa pessoa.