Está aí um homem que encerra o curso dos seus dias sem nos sugerir a ideia de morte e sim a de completude. Viveu até onde lhe foi dado cultivar serenamente sua visão de mundo e entrar com o acréscimo do talento, do novo e do exemplo na formação de outros mários e na melhoria urbana da sua cidade.
Herdou a missão de um renovador da cidade da qual se fez natural, o arquiteto dos arquitetos Hermenegildo Di Lascio, e acrescentou a esse legado a parte que lhe coube, a do menino de Tambiá, cercado de belos frontais, de um casario identificado com a vaidade em voga, a arquitetura que o próprio Mário veio chamar depois de “arquitetura de almanaque”. A casa paterna era um modelo e ao mesmo tempo um display da arquitetura em voga.
Herdou a missão de um renovador da cidade da qual se fez natural, o arquiteto dos arquitetos Hermenegildo Di Lascio, e acrescentou a esse legado a parte que lhe coube, a do menino de Tambiá, cercado de belos frontais, de um casario identificado com a vaidade em voga, a arquitetura que o próprio Mário veio chamar depois de “arquitetura de almanaque”. A casa paterna era um modelo e ao mesmo tempo um display da arquitetura em voga.
Acervo familiar
GSView
Morei mais de vinte anos no Bairro dos Estados, cortando léguas de ruas para pegar o ônibus na Epitácio sem ter a quem dar um bom-dia ou receber um aceno.
Arquiteto de visão universal e humana, era com Mário Di Lascio que eu mais conversava essas coisas./ “Não somos nós apenas que sentimos esse vazio” – e mostrou-me um artigo de ninguém menos que o construtor do World Trade Center, o edifício ainda de pé, e ele, da cobertura, tentando avistar a casinha do homem, mesmo que fosse a do bairro judeu do East Side. Dali a massa de concreto se confundia, no mesmo material de cimento e ferro, com a textura cinza da corrente humana expulsa da rua pelo automóvel.
Arcevo familar