Saudade dos velhos gibis. A propósito, o termo, sinônimo de moleque, advém do nome dado à publicação lançada em 1939 pelo dono do Jornal “O Globo”, Roberto Marinho, em competição com Adolfo Alzen, fundador da Ebal, a editora que dois anos antes havia posto na praça a revista Mirim.
Capas de edições das revistas Tico-tico (nº 20 ▪ 1906), Mirim (nº 1 ▪ 1937) e Gibi (nº 40 ▪ 1939)
Fonte: Biblioteca Nacional ▪ Guia Quadrinhos
Fonte: Biblioteca Nacional ▪ Guia Quadrinhos
A Tico-Tico, primeira revista voltada para o público infanto-juvenil, ao que leio, teve lançamento em 1905 e logo se converteu em sucesso de venda, com tiragens de até 100 mil exemplares. Porém, mais se assemelhava a um jornalzinho com passatempo, desenhos, fotos e informações sobre história, ou geografia, o que não vem ao caso.
Antes da Mirim, as histórias em quadrinhos editadas no País compunham tiras publicadas em jornais, geralmente, em capítulos. A revista de Adolfo Azen revolucionaria esse mercado com histórias completas.
Longe da época de ouro, as décadas de 1950 e 60, os gibis ainda atraem certo público. Meu neto de sete anos reclama, semanalmente, sua Mônica, ou seu Cascão. E se diverte com a língua “plesa” de Cebolinha.
Para os não adeptos de todas as idades, há uma regra, uma convenção gráfica, imprescindível à compreensão das histórias em quadrinhos nas quais os personagens se expressam em balões.
Regra número 1: A leitura deve começar pelo primeiro balão à esquerda, pouco importando a altura do segundo balão. Ou seja, mesmo que este último esteja acima do primeiro.