Desde a infância sempre amei as mulheres. Nem mesmo a primeira decepção amorosa com Maria Dutra aos onze anos mudou isso. Até hoje os meus “melhores amigos” são mulheres. Quando iniciei nas crônicas semanais (Jornal de Agá, posteriormente Correio da Paraíba) já comecei escrevendo sobre os direitos da mulher, ainda antes de “virar moda” defender o sexo feminino. Lembro bem que cheguei a desafiar o então Presidente Collor que humilhava publicamente sua esposa Rosane.
É triste ver mulheres maravilhosas usando algo que até parece deformar seu corpo somente porque está na moda. Pior ainda é saber que muitas delas sacrificam o orçamento para comprar uma bolsa ou um sapato mais caro só para mostrar às amigas, porque tenham certeza que os homens nem prestam atenção.
Com relação ao que está na moda geralmente é tudo tão horroroso que tem de ser mudado a cada seis meses. Eu mesmo tenho um termômetro para a moda; quando estou me acostumando aos absurdos sei que chegou a hora da moda mudar. Coco Chanel teve uma sacada genial sobre o tema. Ela disse que enquanto a moda passa, o estilo permanece. Viajamos com Constanza Pascolato até São Paulo e entendi porque a elegância não se compra nem se encontra em etiquetas caras.
Mas na bilionária indústria da moda as vitimas aumentam exponencialmente à medida em que mais incautas chegam ao mercado a bordo de granas recém conseguidas. No entanto, nenhuma etiqueta substitui o bom humor e a inteligência, amigas queridas.
Tem bronca. Uma amiga de Mãe Leca soube deste meu conhecimento de moda e foi dizer a ela que se seu o marido entende de moda é uma coisa boa, mas se ele começar a usar a roupa da esposa isso será uma coisa má. E será péssimo se a roupa ficar melhor nele do que nela.
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