Foi em fevereiro de 1991 que comecei como jornalista de fato, em 1991.
Naquela época, o menino tímido bateu às portas do extinto jornal O Momento, com a hoje jornalista e amiga Michelle Sousa, para pedir emprego ao então editor Walter Santos.
Completei, portanto, trinta anos de jornalismo.
Comecei como repórter de “Geral”, fazendo matérias em tudo quanto era buraco em João Pessoa. Em periferia, lixões, sindicatos, procissões...
Mas fui de tudo um pouco no jornalismo impresso: repórter, editor, editor de Política, editor de Cultura, chefe de reportagem, editor do Correio das Artes, cronista, colunista político... Fui e sou, porque ainda estou como repórter de Cultura do jornal A União.
Também trabalhei em rádios, revistas, assessorias, tvs e portais. Tive meu próprio jornal (Alto Sertão).
Trinta anos de uma estrada bonita, iluminada por leads, fechamento de páginas, madrugadas em redações, muitas amizades e muitas histórias de bastidores que me fizeram ver que o jornalismo é muito mais complexo do que julga o vã incômodo de quem não gosta de ser manchete negativa, mesmo dando motivos para tal.
Tenho muitas histórias. E vou contar em livro ainda. Quando vai sair? Ora, deixa de impaciência, gente!
O fechamento do jornal Correio da Paraíba marcou o fim de uma época de ouro da imprensa paraibana. De um tempo em que se fazia jornalismo por paixão.
Claro está que as empresas de comunicação sempre tiveram seus interesses políticos e econômicos. E nós, jornalistas que atuávamos na imprensa paraibana, sabíamos. Mas driblávamos isso com muita paixão pelo que fazíamos.
Hoje o jornalismo virou cartão de ponto. Não vejo essa paixão dos tempos em que iniciei. O Google facilita tudo e mesmo assim ainda se escrevem textos sem referenciais históricos, sem contextualização, sem paixão.
E sem paixão, meu amigo, não se atravessa nem a rua.