Discordar é um ato que exige conhecimento de causa, mas também respeito ao interlocutor. Não transformar uma simples discussão num conflito que acabe em ofensas ou insultos. Discordar é divergir, ter opinião contrária. Mas é necessário que estejamos preparados para oferecer argumentos inteligentes na contestação. Assim enriquecemos o processo comunicativo e preservamos as relações pessoais. Não nos deixarmos jamais ser levados pelo emocional.
Discordar sem ser desagradável é sinal de maturidade, sensatez. Nunca devemos passar a impressão de que “somos donos da verdade”, expressando postura de arrogância, superioridade no saber. Até porque nem sempre estamos com a razão. Por isso é preciso saber ouvir. Confiar nas nossas convicções, embora atentos ao que o outro tem a nos dizer. Buscar provar a nossa divergência, sem agredir ou ofender. Termos a sabedoria de defender nossa opinião, respeitando a liberdade que o outro tem para se colocar contrariamente ao que pensamos.
Ideias distintas não devem construir inimizades. Saibamos identificar o limite entre a discordância e a falta de respeito. O ruim é quando nos apressamos em discordar, sem darmos oportunidade à nossa mente para compreender o ponto de vista que nos contradiga. Não vale a pena discordar por discordar, pelo simples desejo de ser o “sabe-tudo”. Afinal de contas nossas verdades são reavaliadas quando enfrentamos as divergências respeitosamente. Tentemos controlar nossas emoções quando estivermos participando de um debate em que nossa opinião não seja aceita pelo outro. Numa sociedade democrática o exercício da discordância é salutar.