Em aulas de História do curso ginasial aprendíamos sobre o comércio marítimo de iguarias
nas Índias. O que não imaginávamos é o que existia por trás desse comércio. Já naquela época a troca de excedentes de produção existia de fato, mas em fase embrionária (um pouco mais tarde oficializada) do mercado de ações. Através da Companhia Holandesa das Índias Orientais com sede na Bélgica o comércio era monopolizado. Havia também a mesma Companhia, explorando todo o lado do Ocidente (Companhia das Ìndias Ocidentais).
Nos Estados Unidos o mercado de ações teve início na ilha de Manhattan, onde a maioria da população era composta de holandeses. A princípio estabeleceu-se de forma simples, através de acordos feitos apenas com a palavra entre os negociantes, sem nenhuma documentação para a transação.
Quando os Estados Unidos eram colônia da Inglaterra em 1627, os ingleses proibiram aos americanos de exportar mercadorias e também de fabricar uma moeda própria. Com esses empecilhos, os americanos, a partir do comércio com o Caribe, estabeleceu uma moeda tomando por base uma paridade com a moeda espanhola: 1 dólar -> 1,25 cents ( shillings ).
Uma história pitoresca e curiosa é que os investidores começaram a negociar semanalmente para os leilões formais (Formal Stock Auctions) embaixo de uma árvore de Plátano (Buttonwood tree) e em frente a esta árvore, havia do outro lado da rua o Tontine Coffee House na rua Wall Street. As transações consistiam nas trocas de promissórias que naturalmente passaram a ser aceitas como dinheiro. Somente em 1792 foi formalizado o Acordo de Buttonwood. Nos dias atuais esse “ Buttonwood “ é homenageado pela revista inglesa de negócios: “The Economist” em umas de suas sessões, com o mesmo nome. Aos poucos, os banqueiros começaram a aceitar os BONDS e foi graças ao dinamismo dos pequenos bancos da América do Norte tornaram-se o segundo país, depois da Bélgica, onde as ações desempenharam o papel mais importante nos negócios da bolsa, considerando o volume de operações realizadas. A Bolsa de Nova York é de longe uma das maiores bolsas de valores do mundo e concentra uma das mais icônicas corporações do planeta que compõem na sua maioria o Índice Dow Jones. Empresas como a Coca-Cola, McDonalds, General Motors, Boeing, VISA, Walt Disney, entre outras. O somatório de todas as negociações (capitalização de mercado) feitos pela bolsa de valores dos Estados Unidos superam hoje 30 trilhões de dólares anualmente e o movimento mensal corresponde a 1,5 trilhões de dólares. A título de comparação, o volume total brasileira na bolsas de ações, corresponde a dez por cento desse valor.
Foi fundada em 1971 e sua capitalização de mercado é de 10,8 trilhões de dólares. A característica da ‘nasdaq’ é reunir empresas de alta tecnologia em Eletrônica, Informática, Telecomunicações, Biotecnologia, Apple, Facebook e Amazon.
A Bolsa de Mercadorias de Chicago foi fundada em 1898 com o chamado ( Butter and Egg Comission Board ) em português: Comissão do ovo e da manteiga, por motivos óbvios; Os excedentes de produção em 1898 correspondiam majoritariamente a produção de manteiga e de ovos. Em sua fase inicial, operou SEM FINS LUCRATIVOS, mas atualmente opera como um dos maiores valores de negociação do planeta. É a maior do mundo em termos de contratos custodiados, quantidade e de volume operado também.
Nos dias de hoje constatamos que uma empresa divide parte do seu capital em ações que sua vez podem ser ordinárias (garantem o direito do voto ao portador) e as ações preferenciais, que são mais específicas. A volatilidade (jogo de altas e baixas nos valores das ações) irá depender do volume negociado pela empresa diariamente no mercado de ações.
Acionistas têm participações nos lucros das empresas. Quanto mais rica for a empresa, maior o seu lucro e consequentemente maior a liquidez no mercado de ações. Investir em mercado de ações, portanto, é muito arriscado devido a volatilidade que a bolsa de valores funciona, pois são grandes números de ações compradas e vendidas em um curto espaço de tempo. Todo cuidado é pouco.