À guisa de introdução. Desde muito tempo admiro as crônicas de José Augusto Romero, ou “Seu Romero”, como respeitosamente assim o chamo. Não o conheci em vida física, pois quando tornei-me espírita em 1984, ela já tinha retornado à Vida Maior. Mas o autor se revela pelas suas obras. Assim surgiu a empatia entre nós, ao conhecer seu legado literário e o trabalho a frente da nossa amada Federação Espírita Paraibana. Desafie-me a escrever essa crônica a quatro mãos e a duas mentes, tendo como inspiração a sua crônica intitulada, Jesus, publicada no Livro Lições da Vida Maior, compêndio de crônicas organizado pelo seu filho Carlos Romero.
Então, vamos ao desafio literário.
O Mestre Nasceu, como um sorriso na face da vida, como uma estrela desconhecida, como a beleza serena de Deus. Presidiu a formação do nosso planeta quando ele era ainda um simples retalho de nebulosa.
Nasceu o Menino, como nasce o rio na fonte, como o sol por detrás do monte, nova esperança no mundo ascendeu. Cumpriu o que proclamava o Evangelista: “Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu filho primogênito, a fim de que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João, 3:16.)
O mundo divino se agitou para anunciar aos homens a sua vinda. Pastores humildes, que vigiavam seu rebanho ouviram o cântico da milícia celeste: Gloria a Deus nas Alturas, e paz na Terra, boa vontade com os homens. (Lucas, 2:14.)
Uma estrela apareceu no firmamento, aos magos, para lhes indicar o local do seu nascimento. A hora tornara-se soleníssima. O céu se enchia de esplendores e a natureza toda se associava ao inigualável acontecimento.
Com o teu advento tudo se modificou. Ensinaste aos homens o caminho de céu, dizendo-lhes: Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam. Excelsa e desafiadora lição de transcendência.
Como registrado no Evangelista (João Cap. 1:1.), no princípio existia o verbo e o verbo estava com Deus e o verbo estava em comunhão com Deus. Percebemos tua plena identificação com o Pai, na condição de Espírito Puro.
A luz brilha na treva e a treva não a reteve. Quão necessário é orbitar sob a luz imperecível de Jesus, sol de nossas vidas. Estando juntos a Ele, clareamos as sombras do nosso interior imperfeito, e aquecemos nossas almas com as emanações da Sua Força Divina. No Evangelho se movem as forças do infinito, a justiça é automática e perfeita, substancial; a coordenação social é completa, o homem se movimenta em paz, em harmonia com o universo.
Que a Luz que te envolve meigo Rabi da Galiléia, desça em catadupas neste Natal, em tempos tão desafiadores sobre toda a humanidade.