A violência à mulher é, sem qualquer dúvida, consequência do machismo que ainda perdura na nossa sociedade. Continua na cabeça de muitos homens a ideia de que a mulher é sexo frágil e que podem fazer dela sua propriedade. Consideram-se em nível de superioridade e não aceitam facilmente a independência que elas vêm conquistando ao longo do tempo. As marcas do ciúme e do preconceito são promotoras dos atos de violência, sejam verbais, ou físicas, praticados contra elas.
As relações de gênero em nosso país continuam sendo muito desiguais. Há, com certa persistência, uma associação da masculinidade à tirania. Tenta-se a todo custo manter uma relação de domínio do homem sobre a mulher. O fato é que as mulheres continuam desprotegidas no Brasil.
É preciso que se promova uma mudança social e cultural voltada para o respeito à igualdade de gênero. Esse conceito de supervalorização do sexo masculino, em detrimento do sexo feminino, precisa acabar de uma vez por todas. A misoginia, a hipermasculinidade e o chauvinismo, não podem mais ser admitidos como manifestações normais numa sociedade que necessita ser igualitária e justa.
Lamentavelmente o machismo ainda se faz presente na sociedade contemporânea. Por mais que muita gente insista em não concordar com essa verdade, o fato é que está enraizado na nossa cultura. Estilos de comportamento aprendidos durante a vida fazem com que muitos homens adotem atitudes machistas inconscientemente. O machismo deverá ser enfrentado no nosso dia a dia. Essa é uma luta para ser defendida por todos, incluindo também as mulheres. A reação tem que ser dos dois gêneros. A propósito, é bem interessante o que diz a escritora austríaca Germaine Greer : “Não podemos sobreviver no meio ambiente de sadismo masculino e masoquismo feminino, um universo de agressores e vítimas”.