O Evangelho do Cristo é o mais eloqüente discurso prático e vivencial que temos conhecimento na história. O Cristo que nada escreveu, transformou Sua Vida numa exemplificação perene. Não condenou a riqueza, por ser instrumento de progresso material e social, no entanto, recomendou que acumulássemos os tesouros imperecíveis, onde nem a traça, nem a ferrugem podem destruir, orientando no seu discurso, que o melhor emprego da riqueza está no favorecimento dos que mais necessitam, promovendo o progresso e o desenvolvimento social; educação com qualidade, gerando emprego e renda, favorecimento da cultura, enfim, a cidadania plena. A riqueza é o meio, o bem social, o fim.

Temos diversos exemplos a citar de homens e mulheres de bem, a exemplo do Cristo, que viveram na simplicidade, mas abundantes de amor, de paz e sabedoria. Vejamos como ilustrações, duas vidas abundantes, embora sem abastança material:
Maria |Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, mais conhecida como Irmã Dulce, freira católica, o Anjo bom da Bahia, Canonizada em 13 de outubro de 2019, na Basílica de São Pedro por Papa Francisco, passando a ser chamada, Santa Dulce dos Pobres. Desenvolveu um belíssimo trabalho social na periferia de Salvador, levando esperança e dignidade a diversos necessitados.
Entre muitos exemplos, conta-se que Santa Dulce dos Pobres, sentava-se costumeiramente, numa poltrona de madeira muito singela e desconfortável, e quando os visitantes chegavam e observavam aquela cena, se compadeciam com a situação, presenteavam-na com uma cama confortável, ato continuo, a Irmã Dulce, solicitava a transferência ao hospital mantido pela sua obra social. O fato se repetiu por diversas vezes, sua poltrona passou a ser reconhecida como “poltrona da solidariedade”, em face da multiplicação do bem que operava. Exemplo vivo de uma vida abundante, embora sem abastança.

A sua Obra Psicográfica impressiona, pelas mais de 400 obras, de estilos e autores espirituais diversos, a exemplo de Humberto de Campos, Augusto dos Anjos, André Luiz, entre outros. Milhões de livros vendidos, todos doados as instituições de caridade, espalhadas pelo Brasil. Por isso, foi considerado “O Maior Brasileiro de todos os tempos”. Um homem chamado amor, exemplo vivo de uma vida abundante, embora sem abastança.
Marco Granjeiro Lima é educador, mestre em serviço social e presidente da Federação Espírita Paraibana