Lembrar, ainda, de que o Jesus do Cristianismo nasceu numa humilde manjedoura, entre animais domésticos, e se não fosse uma estrela, teria nascido no escuro.
Faça-se um plebiscito e perguntem às crianças, qual o Jesus que elas preferiam, e, não tenham dúvida: Papai Noel, com aquela barba branca e sua roupa vermelha.
Jesus não tem nada material para dar. Ele é pobre. Tanto é assim que, uma vez, se queixou: “As raposas têm os seus covis, os pássaros os seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem uma pedra para repousar a cabeça”.
Lembrar que há Cristianismo, doutrina de Jesus, e Consumismo, doutrina de Papai Noel. E, aqui para nós, Papai Noel agrada muito mais do que o menino da manjedoura. Jesus nunca deu presente a ninguém. Nem mesmo às criancinhas, que, certa vez, ele abraçou e disse que o Reino dos Céus é delas. Hoje, elas correriam para serem abraçadas pelo velho de barba branca.
Vão aos luxuosos apartamentos e vejam se Papai Noel não é, ali, muito bem vindo. As crianças de hoje correriam para serem abraçadas pelo ridículo personagem criado pelo consumismo exagerado, que está se tornando uma verdadeira religião.
Aliás, por falar em consumismo exagerado, acaba de sair um livro, que aborda este tema, de autoria de Ana Beatriz Barbosa Silva e que tem como título: Mentes consumistas. O livro é de um realismo admirável. Diz que consumir exageradamente é um vício. Vejamos estas indagações da inteligente autora: “Você se considera consumista?” “A maior parte dos objetos que adquire acaba encostada, sem uso?” “Seus gastos exagerados já lhe causaram problemas financeiros?”
Eu vinha dizendo que o consumismo é uma religião, e que seu Jesus era Papai Noel. Concluo, dizendo que os seus templos são os shoppings e supermercados.