As aulas de Língua Portuguesa, no contexto da educação básica brasileira, têm historicamente privilegiado o ensino da gramática normati...

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As aulas de Língua Portuguesa, no contexto da educação básica brasileira, têm historicamente privilegiado o ensino da gramática normativa — frequentemente de maneira descontextualizada —, assim como a abordagem recorrente de gêneros textuais, ao passo que a produção escrita tende a se concentrar na tipologia dissertativo-argumentativa. Nesse cenário, as práticas pedagógicas voltadas

Começou em fevereiro o Clube de Leitura e Escrita: Fale mal, mas fale de você , da cronista e podcaster Tati Bernardi; inscrevi-me porq...

Começou em fevereiro o Clube de Leitura e Escrita: Fale mal, mas fale de você, da cronista e podcaster Tati Bernardi; inscrevi-me porque gosto da Tati, ouço os seus muitos Podcasts, assim como ela, gosto de psicanálise (ignorante sou), e vi nesses encontros,

A luta dos agricultores por uma nesga de terra na Paraíba tem sido marcada pelo sangue, pela perseverança e pela fé. Em mais de cin...

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A luta dos agricultores por uma nesga de terra na Paraíba tem sido marcada pelo sangue, pela perseverança e pela fé. Em mais de cinco décadas, em muitas ocasiões, de forma contundente, a Igreja esteve presente, sendo “a voz dos que não têm voz”.

O romance é um tipo de produção literária em que imergimos para ter uma nova experiência do mundo. Como escreveu Álvaro Lins, é u...

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O romance é um tipo de produção literária em que imergimos para ter uma nova experiência do mundo. Como escreveu Álvaro Lins, é um “outro mundo” no qual mergulhamos para melhor perceber este em que nos movemos no dia a dia. O universo do romancista constitui um simulacro que nos leva a refletir sobre a nossa condição. Reconhecemo-nos em personagens, lugares, situações, e por meio desse espelho melhor dimensionamos a nossa humanidade.

"O Ser humano suporta o absurdo, desde que possa esperar por algo". Samuel Beckett Os humanos mais valentes creem que a sol...

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"O Ser humano suporta o absurdo, desde que possa esperar por algo". Samuel Beckett
Os humanos mais valentes creem que a solidão não vá corroer seus desejos, ao vagar pelo mundo sem olhos para fitar, que não é a forma mais sutil de ser gente. Passar minutos apreciando os outros se amontoarem em si, vagando em suas ideias ou cruzando pelas ruas frias e úmidas, pode nos trazer uma sabedoria solitária. Porém, é uma companhia quase ausente de um par de mãos,

A grande reforma urbanística que o barão Georges-Eugène Haussmann promoveu na segunda metade do século XIX, quando era prefeito do ...

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A grande reforma urbanística que o barão Georges-Eugène Haussmann promoveu na segunda metade do século XIX, quando era prefeito do Departamento do Sena, setor responsável por administrar a velha Paris, foi planejada sobretudo para atender à intenção do então imperador Napoleão III de dificultar a ocorrência de novos motins. A intervenção, que também tinha como meta transformar a capital da
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Georges-Eugène Haussmann (1809–1891), administrador francês que remodelou Paris no século XIX, abrindo grandes avenidas e modernizando a cidade. ▪ Arte: H. Lehmann, 1860 ▪ Musée Carnavalet
França em uma metrópole iluminista, foi tão ampla quanto profunda, a ponto de render a Haussmann o apelido de Artista da Destruição.

Foram drásticas as reformas que provocaram uma imensa demolição de grande parte da cidade para abertura de novas avenidas, largas e panorâmicas — logo chamadas de boulevards – dentro de um novo desenho urbano que realizava o sonho vislumbrado pelo imperador, ao constatar os modernos avanços que Londres realizava ao longo do Tâmisa. Imaginem a inveja que a remodelação de Haussmann causaria em Pedro, o Grande (da Rússia) que ao encomendar projeto similar para São Petersburgo, expressou o desejo de que a então capital russa fosse construída ao nível de uma Paris.

A perspectiva idealizada limitou a altura dos edifícios em 6 andares, conferindo uma unidade paisagística ímpar, marcada pela forma estrelada hexagonal dos núcleos de onde partiam os mais amplos e famosos boulevards do mundo ocidental.

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Place de l'Étoile é a antiga denominação da atual Place Charles-de-Gaulle, em Paris, lugar de convergência de grandes avenidas e onde se ergue o Arco do Triunfo. ▪ Foto: E. Rovielo
Tais vias foram guarnecidas por generosas calçadas, convergindo frequentemente para praças, parques e monumentos de extraordnária beleza em obras e recantos como o Arco do Triunfo, o Palais Garnier (Ópera), a Concorde, a Étoile, e as avenidas Rivoli, Foch e Champs Elysées.

Foto: N. Romano, via Wikimedia
Esta unidade proporcionada pela nova malha viária e respectivo gabarito de altura refletiu-se na harmonia estilística de suas fachadas qu apesar de serem em edificações conjugadas, não perderam a grandiloquência almejada na idealização do ousado projeto.

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Place de la Concorde, em Paris, marcada por sua arquitetura monumental, pelas fontes ornamentais e pelo obelisco egípcio instalado no centro. ▪ Fotos: Ninara e J. Royan, via Wikimedia
O resultado pode ser degustado pelos apreciadores da arquitetura pelo mundo, que fez do conjunto de frontispícios de Paris um dos cenários mais esplendorosos do planeta. Tudo arrematado com detalhes de apurado senso de estética, minuciosamente dispostos em delicados ornamentos, cornijas, capitéis, molduras, platibandas, águas-furtadas, gradis e chaminés a refletir a essência da refinada arte e cultura dos parisienses.

Fotos: D. Vorndran, K. Bandara e A. Otrębski, via Wikimedia
E assim, a Lutécia medieval, futura capital da França, fundada e erguida em pedra bruta, terminou se esculpindo, moldando com extremo requinte o sólido material usado desde a antiguidade, em suas novas obras enriquecidas com fachadas esculpidas e rebuscadas com requintado bom gosto.

Fotos: L. Macapagal, D. Henry, P. Blaché, via Wikimedia
A metrópole cognominada historicamente de Cidade-Luz, não apenas por questões de iluminação pública e mais pela influência no movimento filosófico-cultural iluminista, evoluiu e se consagrou como tal, reforçando o justíssimo cognome com novos projetos de iluminação de prédios, praças e pontes, que, a cada ano, inovam
Foto: S. Sund, via Wikimedia
e se aperfeiçoam com todos os encantos, em todos os recantos. A luz de “Led” (emitida por diodo), seja em fitas, cabos, spots, guirlandas, balizadores e refletores, se inseriu maciçamente na forma de iluminar a perspectiva exterior e com singular diferencial.

Uma das coisas mais notáveis e apreciadas atualmente na arquitetura são os efeitos que os arquitetos e especialistas em luminotécnica vêm conseguindo obter com a iluminação especialmente focada para valorizar os prédios e cenários urbanos bem cuidados do planeta, em projetos chamados de "Lighting Design".

Embora a lâmpada elétrica incandescente tenha vindo ao mundo através da genial criatividade de Thomas Edison, há pouco mais de um século, ou seja, milênios depois de surgirem os primeiros modelos arquitetônicos, seus efeitos deram um novo conceito à criação arquitetônica. O grande inventor jamais imaginou que sua invenção viria embelezar o mundo de forma tão sui generis...

Fotos: Prost. Head,
São impactantes os resultados obtidos com o poder da luz, em decorrência de seu uso nesta nova ciência que progride velozmente, com produtos que não só enriquecem as paisagens urbanas, exteriores e interiores, como também criam alternativas para usufruir ecologicamente da eficiência energética.
Foto: F. Tolmo
com a luminosa magia e seus benefícios, aos olhos e ao planeta.

Já dissemos que “a luz é a roupa de festa com que se veste a arquitetura", e são incontestáveis os êxitos desta roupagem que confere volume, relevo, e valoriza detalhes no jogo de sombras, destacando aspectos que se transformam esteticamente com a correta e bem planejada aplicação.

Nas fachadas, então, pela própria visibilidade compartilhada publicamente, os efeitos da luminotécnica tornam-se mágicos. Arquitetos, urbanistas e especialistas em luz estão promovendo shows de talento e charme nas ruas, nas pontes, nos pórticos, nas sacadas, cornijas e até nas gárgulas e telhados de muitas cidades pelo mundo.

Foto: P. Blaché, via Wikimedia
Em Montenegro e na Croácia, onde o turismo progride rapidamente, as novidades dos projetos luminotécnicos impressionam pelos avanços desta refinada “arte” tanto na ambientação interior como no paisagismo externo, sejam em área pública ou privada, com reconhecido interesse do poder municipal que sabiamene tem investido na iluminação de suas cidades.

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Dubrovnik, Croácia. ▪ Fotos: E. Hossinger, J. Franganillo, N. Palmero, via Wikimedia
Nos centros históricos preservados, a luz proporciona o destaque essencial aos elementos arquitetônicos mais significativos. Na área central da bonita capital da Eslovênia, Liubliana, foram implementados contornos de luz colorida focada nas bases internas das pontes sobre o rio Liublianika, com resultados extraordinários. Igualmente encantadora é a harmonia que se mantém subsequente nas fachadas de ambas as margens, em que o foco da luminária escondida no lado oposto se direciona em luz pontual ou lavada, destacando o relevo de cornijas, arcos, platibandas e frontões.

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Liubliana, Eslovênia ▪ Fotos: J. Franganillo, via Wikimedia
Hoje, além da arquitetura de pedra, temos também avançando, a passos largos, na Arquitetura de luz. O que faria Goethe rever sua frase para "Arquitetura é música petrificada e iluminada".

Começo transcrevendo os primeiros versos do poema “O fim das coisas”, de Carlos Drummond de Andrade. Este poema consta do livro Boitem...

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Começo transcrevendo os primeiros versos do poema “O fim das coisas”, de Carlos Drummond de Andrade. Este poema consta do livro Boitempo, a autobiografia poética do bardo que viveu a infância em Itabira do Mato Dentro e a juventude na Belo Horizonte das primeiras décadas do século passado. É livro de minha cabeceira há muitos anos, certamente o mais revisitado de toda a extensa obra drummondiana, nem sei dizer porquê. E foi numa dessas recentes revisitações que tive a atenção chamada pelo poema citado, que assim se inicia:

Minha mãe se chamava Maria José , mas, para todos, era simplesmente "Zezé". Tinha uma frase que repetia com a naturalidade de ...

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Minha mãe se chamava Maria José, mas, para todos, era simplesmente "Zezé". Tinha uma frase que repetia com a naturalidade de quem comenta uma preferência, como gostar de sorvete de coco ou deixar os cabelos molhados após o banho. Dizia que se sentia bem no meio de gente simples. Falava disso sem solenidade, quase como quem revela um conforto íntimo.

José Maria dos Santos , paraibano nascido em João Pessoa, precisamente em casa e cartório na antiga Rua da Baixa — núcleo que, como pa...

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José Maria dos Santos, paraibano nascido em João Pessoa, precisamente em casa e cartório na antiga Rua da Baixa — núcleo que, como parada do bonde, virou o Ponto de Cem Réis —, foi jornalista e escritor de repercussão no país que a Paraíba cultural desconhecia.

Há momentos em que a realidade política brasileira parece ter sido escrita por um físico quântico com senso de humor duvidoso. Nada...

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Há momentos em que a realidade política brasileira parece ter sido escrita por um físico quântico com senso de humor duvidoso. Nada é exatamente o que parece, mas também nada deixa de ser o que aparenta.

Os primeiros europeus que chegaram ao Brasil se impressionavam tanto com os nativos que aqui viviam como com a exuberância da vegetaç...

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Os primeiros europeus que chegaram ao Brasil se impressionavam tanto com os nativos que aqui viviam como com a exuberância da vegetação existente. Caminha, o escrivão da frota de Cabral, relatou ao rei português em sua famosa carta que a terra era “muito cheia de grandes arvoredos [...] Pelo sertão adentro nos pareceu muito grande vista do mar, porque ao estender os olhos não víamos senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa”.

Viajar em grupo é sempre bom , tendo em vista que há um cuidado coletivo, além da troca de informações. Não é fácil definir os itinerá...

Viajar em grupo é sempre bom, tendo em vista que há um cuidado coletivo, além da troca de informações. Não é fácil definir os itinerários, comprar as passagens, reservar os hotéis, contratar os passeios, os guias e os traslados, e nem tudo são flores. Há os perrengues, os equívocos, os incômodos, os disse-me-disses, a natureza humana individual e única dos participantes. O perfil de cada viajante contribui para a diversidade, assim como para a riqueza de opiniões, o que também impacta nas decisões, nos impasses e nas controvérsias.

A poesia de Waldemar José Solha sempre se equilibrou entre o rigor da linguagem e uma espécie de inquietação metafísica que atravessa ...

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A poesia de Waldemar José Solha sempre se equilibrou entre o rigor da linguagem e uma espécie de inquietação metafísica que atravessa o homem nordestino diante do tempo, da morte e da paisagem. Em Trigal com Corvos, esse equilíbrio alcança um ponto de maturidade rara: o livro é, ao mesmo tempo, contemplação estética e meditação existencial, pintura verbal e arqueologia do espírito.

Quando se fala de influência, o termo é, em geral, mal-recebido, sobretudo, quando associado à escrita literária, especialidade que gra...

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Quando se fala de influência, o termo é, em geral, mal-recebido, sobretudo, quando associado à escrita literária, especialidade que grande parte dos escritores acredita ser a mais nobre de todas. Muitos se enganam achando-se originais, como se a originalidade existisse, confundindo ser criativo com ser original. Para ser mais exato, de acordo com os estudos literários mais modernos, diremos que não se coloca em dúvida o autor, coloca-se em dúvida a autoria,

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Era comum irmos até o Recife para andar nas escadas rolantes da loja Viana Leal, quando ainda não havia escadas rolantes aqui em João Pessoa. Lembro do “carro de praça” dirigido pelo senhor Josias. Saíamos daqui ainda de madrugada, porque a estrada era quase toda de barro, e parávamos em Goiana para um lanche, tão demorada era a viagem. A programação

HISTÓRIAS DE MULHERES Histórias contadas, histórias caladas, histórias públicas, histórias privadas. Belos sonhos, terríveis pesa...

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HISTÓRIAS DE MULHERES
Histórias contadas, histórias caladas, histórias públicas, histórias privadas. Belos sonhos, terríveis pesadelos, tórridos romances, amores de desvelos. Longas histórias contadas ao vento, como o desenrolar de um novelo.

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