Tem gente achando que salvará o planeta plantando alface na varanda gourmet do apartame nto de luxo. E também consumindo alimentos or...

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Tem gente achando que salvará o planeta plantando alface na varanda gourmet do apartamento de luxo. E também consumindo alimentos orgânicos e outros produtos considerados corretos do ponto de vista da sustentabilidade ambiental. Coitados, estão enganados, é o que afirma o antropólogo Michel Alcoforado em artigo publicado em 6.12.2019. Enganados porque os demais hábitos dessa tribo superam – e muito -, em termos de danos ao meio ambiente, os benefícios alcançados pela alface de estufa. Exemplo: as inúmeras viagens de avião que fazem anualmente. E então o estudioso apresenta os dados estatísticos que embasam sua afirmação, dando-lhe credibilidade. É algo para se pensar.

Em 2008, a história de Stamatis Moraitis, imigrante grego radicado nos Estados Unidos, ganhou projeção internacional ao ser divulg...

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Em 2008, a história de Stamatis Moraitis, imigrante grego radicado nos Estados Unidos, ganhou projeção internacional ao ser divulgada pelo jornalista Dan Buettner em seus estudos sobre longevidade.

Nas ruas de algumas cidades indianas, é comum ver-se homens sentados nas calçadas identificados com um lenço vermelho ou vestimentas...

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Nas ruas de algumas cidades indianas, é comum ver-se homens sentados nas calçadas identificados com um lenço vermelho ou vestimentas específicas, com uma pequena caixa de instrumentos metálicos, alfinetes de aço, pinças, uma pequena concha (chimti), hastes de algodão e cotonetes (salaai), frequentemente mergulhados em óleo de ervas (coco, mostarda, cúrcuma) ou em água oxigenada. São os típicos ear cleaners, limpadores de ouvido, ou kaan saaf wallahs, como são conhecidos em hindi.

“Não te deixes destruir... ajuntando pedras e construindo novos poemas. Recria tua vida, sempre e sempre. Remove pedras e planta rosei...

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“Não te deixes destruir... ajuntando pedras e construindo novos poemas. Recria tua vida, sempre e sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. Faz de tua vida mesquinha um poema.” Cora Coralina/b>, Aninha e suas pedras
Cora Coralina é bem conhecida dos leitores por seus poemas e por ter sido uma exímia doceira. Seu primeiro livro foi publicado quando contava 76 anos, mas escrevia desde pequena. Depois do elogio de Carlos Drummond de Andrade em uma crônica de jornal — “Cora Coralina é a pessoa mais importante de Goiás. Mais do que o governador, as excelências, os homens ricos e influentes do Estado...” — a escritora criou coragem, e de sua pena saíram muitos livros que estavam guardados. Na prosa e na poesia, seus textos revelam uma mulher sábia que fala sobre os costumes goianos, os doces caseiros, suas paixões. Com muita simplicidade, seus poemas conseguem ser entendidos por todos.

Ao caminhar por parques e bosques, em qualquer lugar do mundo, já nos veio à grata lembrança o poema “A ninfa da floresta”, do sueco V...

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Ao caminhar por parques e bosques, em qualquer lugar do mundo, já nos veio à grata lembrança o poema “A ninfa da floresta”, do sueco Viktor Rydberg, que inspirou seu quase conterrâneo Jean Sibelius, ambos nascidos em terras vizinhas e entre povos que compartilham visceralmente cultura e história. A propósito, esta é uma experiência que tem sido frequente em viagens nossas,

Assim que chegou à propriedade, Naucete passou a observar atentamente as rotinas de seus senhorios e o modo como se organizava o traba...

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Assim que chegou à propriedade, Naucete passou a observar atentamente as rotinas de seus senhorios e o modo como se organizava o trabalho diário dos que ali viviam e laboravam. Viu que ninguém ousava medir seus patrões, nem mesmo olhá-los da cabeça aos pés; raramente havia necessidade disso. Sinom não passava de um metro e setenta. Nhá Perpétua tinha alguns centímetros a mais. Já Sinhazinha Ariane existia mais nos comentários do que em corpo encarnado, aparecendo apenas nos recessos escolares.

“A solidão é fera, a solidão devora…” Para mim, a solidão não é fera nem devora: é companhia. É aconchego, colo e escuta — e, m...

solidao plenitude intimidade
“A solidão é fera, a solidão devora…”
Para mim, a solidão não é fera nem devora: é companhia. É aconchego, colo e escuta — e, muitas vezes, necessidade. Nunca me senti abandonado, esquecido ou sem rumo por escolher o isolamento em certos momentos. Ao contrário: é nesse estar só que organizo pensamentos, decanto afetos e reencontro o eixo.

A poesia de Hildeberto Barbosa Filho , em No Fim de Todas as Coisas , inscreve-se num território de rara densidade existencial, on...

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A poesia de Hildeberto Barbosa Filho, em No Fim de Todas as Coisas, inscreve-se num território de rara densidade existencial, onde o tempo, a morte, a memória e o silêncio se tornam não apenas temas, mas verdadeiros operadores ontológicos da linguagem. Trata-se de um livro que não busca respostas, mas aprofunda a pergunta essencial: o que resta quando tudo se desfaz?

O final de A revolução dos bichos ou, como já vi em nova tradução, A fazenda dos animais ( Animal farm ), de Orwell, é emblemático. S...

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O final de A revolução dos bichos ou, como já vi em nova tradução, A fazenda dos animais (Animal farm), de Orwell, é emblemático. Sabemos todos que Orwell escreveu um romance, 1984, e essa fábula moderna, envolvendo porcos e homens, com a intenção de fazer uma crítica pesada ao totalitarismo comunista, mais especificamente ao stalinismo. A revolução dos bichos é de 1945, quando o stalinismo e o

Com base na obra “A Saga dos Cristãos-Novos na Paraíba”, de Zilma Ferreira Pinto , descobri que a primeira Visitação do Santo Ofício à ...

denuncia bruxaria paraiba pernambuco santo oficio
Com base na obra “A Saga dos Cristãos-Novos na Paraíba”, de Zilma Ferreira Pinto, descobri que a primeira Visitação do Santo Ofício à Paraíba, realizada no período de 6 de janeiro a 25 de janeiro de 1595, não encontrou “bruxas” e “feiticeiras” vivendo em terras tabajarinas, ou que tenham, pelo menos, sido denunciadas. Das denúncias feitas na Paraíba, mais precisamente em sua única freguesia — tendo a antiga capital de Nossa Senhora das Neves como única cidade —, foram registradas 16 denúncias por bigamia, blasfêmia e sodomia.

A primeira pessoa que vou querer encontrar no céu, logo depois de rever meus pais, será Balbino. Se eu irei para o céu? Alguma dúvi...

cronica humor fofoca
A primeira pessoa que vou querer encontrar no céu, logo depois de rever meus pais, será Balbino. Se eu irei para o céu? Alguma dúvida? Oxente! Se Marcos Pires não merecer a morada divina, ninguém mais merece — e isso não tem nada a ver com religião ou comportamento neste vale de lágrimas. São sinais. Podem perguntar aos privilegiados que privam da minha amizade (kkkk).

Aristóteles, na Poética , elege Édipo Rei , de Sófocles , a melhor das tragédias, pois se encontram nela todos os elementos component...

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Aristóteles, na Poética, elege Édipo Rei, de Sófocles, a melhor das tragédias, pois se encontram nela todos os elementos componentes da engrenagem suscitadora do efeito trágico buscado por esse gênero literário, sendo, portanto, a mais completa das tragédias.

Eu e o cacique Heleno mantivemos boa conversa à beira de um riacho com as águas mais cristalinas já vistas, no litoral paraibano, por ...

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Eu e o cacique Heleno mantivemos boa conversa à beira de um riacho com as águas mais cristalinas já vistas, no litoral paraibano, por meus olhos agora octogenários. O bate-papo, entre outros temas, envolveu o índio Felipe Camarão, nascido Potiguaçu, o importante líder militar aliado dos portugueses contra os holandeses, no início do Século 17.

Fragmentos de um discurso queer Chovia demais, e eu na cama. Chovia em gotas leves, tamborilando o batente da janela e insisti...

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Fragmentos de um discurso queer
Chovia demais, e eu na cama. Chovia em gotas leves, tamborilando o batente da janela e insistindo em escorrer pela vidraça. Uma gota que caía, mas não se fixava. Uma gota que caía e depois se juntava a outra e mais a outra, em corredeira rumo ao chão.

Somos todos, presentemente, passageiros de um navio em perigo. Alguns já perderam até a esperança e aceitam, em silêncio, a fatalid...

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Somos todos, presentemente, passageiros de um navio em perigo. Alguns já perderam até a esperança e aceitam, em silêncio, a fatalidade de uma catástrofe que sua covardia torna mais certa. Entretanto, alguns, se sobreviverem ao naufrágio, recusam-se a morrer sem ter feito tudo para salvar, não as matérias mortas, mas as forças vivas, os calores espirituais, que são as chamas onde se acenderão novos focos.

Ajudar as pessoas é um princípio que permeia diversas culturas e sociedades ao longo da história. Desde tempos antigos, a solidarie...

empatia solidariedade abraco ajuda
Ajudar as pessoas é um princípio que permeia diversas culturas e sociedades ao longo da história. Desde tempos antigos, a solidariedade e a empatia têm sido fundamentais para a construção de comunidades fortes e unidas. A ideia de estender a mão ao próximo não é apenas uma questão de altruísmo; é um valor que