Há uma pergunta que atravessa os séculos sem nunca envelhecer: se tudo passa, o que nos resta pensar, e porque valorizar o que temos...

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Há uma pergunta que atravessa os séculos sem nunca envelhecer: se tudo passa, o que nos resta pensar, e porque valorizar o que temos e vivemos hoje? Os gregos chamavam esse fluxo ininterrupto de panta rhei (tudo flui) e Heráclito o personificou no rio onde jamais nos banhamos duas vezes na mesma água. A efemeridade não é apenas uma

Foi há muito tempo. Uma garota que trabalhava desde os 17 anos havia conquistado uma vaga em empresa ligada ao Ministério dos Trans...

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Foi há muito tempo. Uma garota que trabalhava desde os 17 anos havia conquistado uma vaga em empresa ligada ao Ministério dos Transportes.

Será José Américo?, poderá perguntar alguém mais apressado. Não, caro leitor, José Américo era o “solitário” de Tambaú e vivia, s...

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Será José Américo?, poderá perguntar alguém mais apressado. Não, caro leitor, José Américo era o “solitário” de Tambaú e vivia, segundo Biu Ramos, na solidão mais povoada do mundo, tantas eram as visitas desejáveis e indesejáveis que recebia em seu célebre casarão praieiro. Quando o político se recolheu em voluntário exílio à beira-mar pessoense, toda aquela praia,
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Cabo Branco e Tambaú ▪️ Fonte: Revista Manchete/Biblioteca Nacional (1965)
pouco povoada à época, era Tambaú, não havia ainda a denominação de Cabo Branco para o trecho que vai do final da Epitácio (busto de Tamandaré) até a Ponta do Seixas, onde se situa o ponto mais oriental das Américas, no qual “o sol nasce primeiro”.

Conheci uma pessoa que decidiu fazer algo estranho: passar um ano inteiro sem reclamar.

Conheci uma pessoa que decidiu fazer algo estranho: passar um ano inteiro sem reclamar.

Tento compensar a surdez com a leitura. Mas não é fácil a quem viveu e aprendeu mais de ouvir e conversar do que mesmo de ler. O que m...

Tento compensar a surdez com a leitura. Mas não é fácil a quem viveu e aprendeu mais de ouvir e conversar do que mesmo de ler. O que mais aprendi veio pronto do saber do outro, dos que a eles me acostei desde o Pio XI, com as peremptas lições do livro e do homem, vindas do meu professor de Admissão, e pelos mestres que o dom da amizade vem me facultando até hoje. Aqui e ali, desde que escrevo, eles voltam ao enfado provinciano destas curtas linhas.

Anos atrás assistimos à excelente sátira espanhola Toc Toc , dirigida por Vicente Villanueva , lançada em 2017. A comédia conta a h...

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Anos atrás assistimos à excelente sátira espanhola Toc Toc, dirigida por Vicente Villanueva, lançada em 2017. A comédia conta a história de um psiquiatra de Madrid, especialista em transtorno obsessivo-compulsivo – TOC.

“O tempo resiste a tudo, mas as Pirâmides resistem ao tempo.” Provérbio egípcio Sobre o Egito , do antigo nome Hwt-Ka-Ptah (Mansão ...

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“O tempo resiste a tudo, mas as Pirâmides resistem ao tempo.” Provérbio egípcio
Sobre o Egito, do antigo nome Hwt-Ka-Ptah (Mansão do Espírito de Ptah*), denominação original
* Ptah era um dos deuses primordiais, dos mais poderosos da mitologia egípcia, cultuado como o artesão divino, criador do universo, dos deuses e patrono dos construtores, escultores e arquitetos, representado como um homem mumificado, de pele verde, segurando um cetro composto pelos símbolos de vida (Ankh), poder (Was) e estabilidade (Djed)

1. Introdução Está chovendo na horta do Cinema Nacional. Vivenciamos nos anos 20 do século XXI a renovação de uma estratégia ci...

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1. Introdução
Está chovendo na horta do Cinema Nacional. Vivenciamos nos anos 20 do século XXI a renovação de uma estratégia cinematográfica, que se irradia nas experiências estéticas, poéticas e catárticas, oferecendo biscoitos finos para as massas. Não é de pouca monta a reconciliação do cinema brasileiro com a audiência nacional e sua ressonância no mercado mundial. O Brasil tem se projetado bem, como demonstram as premiações nos Festivais de Cannes, Berlim,

Em Esboço em Pedra e Sonho , Marília Arnaud reafirma sua vocação para sondar as camadas subterrâneas da experiência humana, erguendo u...

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Em Esboço em Pedra e Sonho, Marília Arnaud reafirma sua vocação para sondar as camadas subterrâneas da experiência humana, erguendo uma narrativa que oscila entre a densidade da matéria e a volatilidade do desejo. O próprio título já instaura o eixo simbólico fundamental da obra: a tensão entre o que pesa e o que flutua, entre a memória cristalizada na pedra e o sonho que a corrói por dentro, como água paciente. Trata-se de um romance (ou novela, conforme a leitura estrutural que se queira adotar) em que o drama íntimo das personagens se projeta como arquitetura — cada gesto é um bloco, cada silêncio, uma fenda.

"O Pau D’arco é um beijo do sol em árvore favorita" José Américo de Almeida Hoje, no caminho de sempre, o inesperado me...

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"O Pau D’arco é um beijo do sol em árvore favorita" José Américo de Almeida
Hoje, no caminho de sempre, o inesperado me chamou pelo nome. Entre o verde das árvores e os carros em disparada, um ipê amarelo estava inteiro em flor - silencioso, luminoso, absoluto. Não gritava, não interrompia o trânsito e não pedia nada. Apenas era.

Nada tenho contra quem lê um texto literário apenas pelo prazer de ler e expresse a sua opinião ou faz um comentário que, embora se qu...

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Nada tenho contra quem lê um texto literário apenas pelo prazer de ler e expresse a sua opinião ou faz um comentário que, embora se queira crítico, não é. Em geral, a regra é esta: o prazer de ler, ainda que a arte não tenha como finalidade precípua proporcionar prazer, mas a de mexer com as nossas sensações. Arte é, tout court, estesia. Resulta daí a necessidade de se ler cada vez mais, pois sempre é melhor ter lido do que não ter lido. Se as leituras suscitam uma escrita, ótimo,

Definitivamente, esse foi o verão dos dublês de ricos. Tão marcante assim, só o verão da lata no Rio de Janeiro (1987), quando o nav...

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Definitivamente, esse foi o verão dos dublês de ricos. Tão marcante assim, só o verão da lata no Rio de Janeiro (1987), quando o navio Solano Star jogou fora milhares de latas com maconha, e elas boiaram até as areias das praias lotadas.

Ele é idoso, curvado, uma câmera pendurada no pescoço. Com um galho fino, entra no regatozinho que corre entre as pedras e afasta ...

Ele é idoso, curvado, uma câmera pendurada no pescoço. Com um galho fino, entra no regatozinho que corre entre as pedras e afasta as folhas caídas que impedem o fluxo da corrente. Uma a uma. Sento no banco para observar a cena. Ele segue com muita calma. Horas depois, quando volto ao lugar, está sentado olhando a água escorrer entre as pedras.

Estou fortemente inclinado a acreditar em que o espírito liberto de Zé da Luz obteve licença divina para sobrevoar a poesia, os po...

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Estou fortemente inclinado a acreditar em que o espírito liberto de Zé da Luz obteve licença divina para sobrevoar a poesia, os poetas, os escritores e a embevecida plateia que, na noite de 7 de março, lotou o Auditório da Prefeitura, em Pilar, no Baixo Vale do Rio Paraíba. Ocorriam, ali, recitais, afiliação de um novo membro e eventos outros que então abriam a programação dos

Uma vez um colega me perguntou, depois de ler um texto meu denunciando bandidagem, por que eu escrevia com raiva. Fiquei pensando em...

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Uma vez um colega me perguntou, depois de ler um texto meu denunciando bandidagem, por que eu escrevia com raiva. Fiquei pensando em responder. A pergunta não era simples. Talvez porque quem lê imagine que a indignação é raiva mal disfarçada.
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Mas eu não escrevo com raiva. Não tenho raiva de ninguém. Às vezes tenho raiva de mim mesmo, isso é verdade. O que sinto profundamente é outra coisa. O que sinto é indignação, ela que nasce quando observo certos comportamentos humanos. Uma indignação que, às vezes, chega a doer. Dói porque vejo atitudes que ferem aquilo que deveria sustentar a vida em sociedade: a ética pública. Dói porque algumas criaturas humanas, de baixas atitudes, conseguem ocupar espaços de poder na política, na Justiça e no Executivo. Não é um incômodo passageiro. É uma dor cívica que já dura quase os meus sessenta e dois anos. Uma dor de cidadão que observa o que acontece à sua volta.

Procissão Voz que ecoa Dos gestos invisíveis Um povo em procissão Passos lentos cadência cativa do corpo da humanidade em marcha ...

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Procissão Voz que ecoa Dos gestos invisíveis Um povo em procissão Passos lentos cadência cativa do corpo da humanidade em marcha sobre a terra do lugar nenhum Somos um só organismo vivo

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