"Use a erudição como se fosse um relógio de bolso: não saque ela para mostrar as horas, mas diga que horas são se alguém lhe perguntar"
Lord Chesterfield
O conceito de desencantamento do mundo foi formulado pelo jurista e economista alemão Maximilian Karl Emil Weber (1864–1920) em seu livro A Ciência como Vocação, publicado em 1919. Refere-se ao processo histórico pelo qual as sociedades ocidentais passam a organizar sua vida social com base em princípios de racionalidade
Max Weber, um dos precursores da sociologia econômica, autor de estudos acerca da origem da civilização ocidental e seu lugar na história universal ▪️ Foto: @picture-alliance (DP)
formal, substituindo progressivamente as explicações religiosas por formas científicas e burocráticas
de interpretação da realidade. Nesse processo, o universo deixa de ser compreendido como um cosmos dotado de significados sagrados e passa a ser interpretado como um sistema governado por leis objetivas, passível de cálculo e controle. O mundo torna-se, portanto, administrável, previsível e tecnicamente manipulável. Entretanto, Weber observa que essa racionalização traz consigo uma consequência existencial: a crise e a perda de sentido que caracterizam a experiência moderna. Assim, a modernidade produz o que ele chama de “politeísmo dos valores”, no qual ciência, política, arte e economia passam a operar por meio de lógicas próprias, frequentemente em conflito entre si.
O escritor é um caçador de palavras. Suponho que a busca da perfeição da escrita seja a meta do escritor. Se a escrita perpetua o pensamento, registra os momentos observados, nisso consiste a sua importância: buscar palavras que deem perfeição ao texto. Ao escritor cabe construir caminhos para o leitor passar e entender o que está sendo descrito. Sem embaraço.
Num dos seus poemas, Manuel Bandeira fala dos suicidas que se matam sem explicação. Esses são os que mais impressionam. Esconder o motivo pelo qual se chega ao “gesto extremo” aumenta-lhe o enigma e a dramaticidade. Talvez seja a atitude mais coerente, pois não há por que justificar um ato que se explica por si mesmo. Além disso, como acreditar nas razões dos suicidas? Até que ponto eles são capazes de avaliar com lucidez o seu ato?
Em 20 de dezembro de 1943, o bombardeiro americano B-17 "Ye Olde Pub", pilotado por Charlie Brown, de apenas 21 anos, retornava de uma missão sobre a cidade de Bremen, na Alemanha, severamente danificado . A aeronave tinha dois motores destruídos, sistemas avariados, vários tripulantes feridos e um artilheiro morto, voando como um "straggler" (retardatário). Isolado de sua formação, o bombardeiro era um alvo fácil.
O poeta debruçado sobre o vasto campo branco da página branca. Seu olhar melancólico, sua mão calejada, seu coração cheio de ternura, seu ser inteiro – se debruça, diante do mistério criativo. Desenha, como quem colhe; escreve, como quem sonha – e vê a cortina de nuvens da página abrir-se aos raios luminosos da tinta a escrever no papel. Não são palavras, são peixes no mar; não são verbos e adjetivos, são formas, ideias, sentimentos – abrindo veredas no vento. Floresce o sol na manhã. No jardim amanhecem as plantas. O instante criativo se revela, inefável instante de nascimento, onde o inaudito se mostra. Luz, muita luz, o delírio da luminosidade na folha branca.
Essencialmente, ele é poeta, assim como o são todos os artistas. Mas não exclusivamente, como prova seu mais novo livro, O peso da borboleta (Editora papel da palavra, Campina Grande), sem falar no que ele publica regularmente no jornal A União e no blog Ambiente de Leitura Carlos Romero.
E por que não? Muitos poetas fazem isso. A poesia é rara e a prosa está sempre ali,
à mão, disponível para expressar se não profundos sentimentos ou altas abstrações, pelo menos a opinião cotidiana do escriba sobre acontecimentos e questões mais ou menos objetivas da contemporaneidade, sem que isso, claro, signifique qualquer irrelevância. A maioria dos poetas brasileiros modernos também escreveu prosa da melhor qualidade, geralmente foram cronistas excelentes, a exemplo de Bandeira, Drummond e Affonso Romano de Sant’Anna, de modo que o nosso Leo está em ótima companhia. Aqui na aldeia, Hildeberto e Castro Pinto fazem-no com frequência, o que é ótimo para todo mundo, autores e leitores.
Quando vivi na Espanha, fazendo doutorado, eu frequentava os "comedores universitários". Devo dizer, em justiça à verdade, que esses restaurantes para estudantes, professores e funcionários eram, de modo geral, maravilhosos. Não era aquela comida burocrática de bandejão que a gente encontra em muitas universidades. Nada disso. A comida era realmente muito boa.
Sofro de memória curta para certas lembranças, inclusive para livros inteiros, muitos deles desbravados na hora, ardentemente e, mais à frente, esquecidos, ainda que me deixem algum rescaldo de tênue consistência.
Março é mês de reflexão, de luta e de celebração consciente. É tempo de reconhecer a força, a coragem e a determinação das mulheres que, ao longo do processo histórico, abriram caminhos, romperam silêncios e conquistaram direitos fundamentais.
Os havelis são opulentas e expressivas mansões tradicionais indianas, especialmente famosas no norte do país, em regiões como o Rajasthan (estado que faz fronteira com o Paquistão), Gujarat (estado localizado no extremo oeste da Índia) e em Haryana (estado localizado na parte noroeste do país). Também existem no Paquistão, no Nepal e no Bangladesh.
O ano terminava em Cuité com a estiagem castigando cada vez mais todo o sertão. Aos poucos, o sol desbotava o cenário do campo, aumentando a aridez do solo. Rostos duros e enrugados faziam contraste com um chão desolado.
No alto da escadaria, imóvel como uma estátua ferida pelo tempo, Norma Desmond, a diva do cinema mudo, personagem de Crepúsculo dos Deuses, não se conforma com o avanço do cinema.
Maria de Lourdes Hortas nasceu em São Vicente da Beira (Portugal) e, aos dez anos, mudou-se com a família para o Recife (PE), onde vive até hoje. Ao longo de mais de cinquenta anos de produção poética, publicou diversos livros de poesia, organizou antologias, editou revistas literárias e atuou como articuladora cultural na cena literária pernambucana e brasileira.
O poeta Gregório de Matos desenvolve os seus pendores poéticos na sua permanência de 8 anos, em Coimbra, com leituras de Camões, Sá de Miranda, Cervantes, Quevedo e Gôngora. É no, Brasil, no entanto, que ele dá livre curso à sua “lira maldizente” (“Aos Vícios”, CAC, vol. 3, p. 29), quando se vê livre para a criação poética, quebrando as peias e cabrestos dos cargos eclesiásticos que aqui ocupava, como diz Segismundo Spina (A poesia de Gregório de Matos, São Paulo, EDUSP, 1995, p. 31):
Baby Pignatari, neto de Francisco Matarazzo, o maior industrial do país à época, começou a trabalhar com o pai muito cedo e, aos 20 anos, herdou a Laminação Nacional de Metais. Chegou a ser conhecido como o rei do cobre do Brasil. Sua Companhia Brasileira de Cobre (CBC), fundada no Rio Grande do Sul, era um modelo. Construiu uma cidade, bancando várias vilas de moradores (mais de 5.000), com hospital, clínicas odontológicas, clubes de lazer, campo de aviação, rodoviária, cinema e muito mais.